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Última actualização: 19 Março, 2007 - Publicado em 03:09 GMT
 
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Oposição do Zimbabué impedida de viajar
 
Nelson Chamisa, porta-voz do Movimento Para a Mudança Democrática, MDC
Chamisa foi hospitalizado com uma fractura no crânio
Nelson Chamisa, porta-voz do Movimento para a Mudança Democrática, MDC, foi agredido até ficar inconsciente no aeroporto de Harare, quando tentava embarcar num avião para Bruxelas.

O membro do MDC, que pretendia comparecer a um encontro com representantes da União Europeia, foi hospitalizado com uma fractura no crânio depois de ter sido cercado de repente por oito homens e esmurrado até cair no chão.

Várias testemunhas tentaram ajudar, como contou Chamisa à BBC.

 Aqui estamos todos em risco.
 
Nelson Chamisa, porta-voz do MDC

"Antes de desmaiar vi dois veículos sem matrícula a afastar-se do local enquanto a multidão corria atrás. Depois os veículos aceleraram para fora de alcance. Algumas mulheres foram ter comigo e tentaram estancar o sangue com lenços. Aqui não há segurança. Não há protecção. Todos estamos em risco."

UA "sem meios"

O ministro da Informação do Zimbabué, Sikaniso Ndlovu, negou que forças de segurança do seu Governo estivessem envolvidas no ataque e disse que a responsabilidade do caos deve recair sobre a oposição que, desde a semana passada, optou por ignorar uma proibição governamental de manifestações políticas.

Entretanto a União Africana, UA, instou o regime de Harare a respeitar os direitos humanos e apelou para um "diálogo construtivo" entre Governo e oposição.

Isto não foi suficiente para colmatar críticas quanto à inactividade da UA no Zimbabué; mas o presidente adjunto da Comissão da UA, Patrick Mazimphaka, lembrou que os poderes constituicionais da sua organização são limitados.

"Na nossa organização não há meios para fazer muito mais além de lembrarmos aos nossos mebros as suas obrigações constitucionais. Ora isto não é uma questão de não querermos, mas de não podermos ajudar países que se encontram em dificuldades."

Patrick Mazimphaka acrescentou que a União Africana estava preparada para mediar conversações entre o Governo e a oposição do Zimbabué mas que isso dependia, primeiro, de um convite de ambas as partes.

Princípio do fim

Morgan Tsvangirai, líder do MDC
Para o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, o Zimbabué "chegou ao limite."

Para o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, ainda a recuperar do espancamento a que foi sujeiro na semana passada, a crise política no Zimbabué chegou ao seu ponto limite.

"As coisas estavam más, agora estão piores e acho que estamos a chegar ao limite e que em breve veremos o princípio do fim desta ditadura".

O espancamento de Nelson Chamisa seguiu-se à detenção de duas militantes da oposição zimbabueana, Grace Kwinje e Sekai Holland, que tentavam embarcar para a África do Sul onde esperavam receber tratamento especializado para ferimentos infligidos na semana passada pela polícia.

Outro oponente do regime do presidente Mugabe, Arthur Mutambara, foi também detido enquanto tentava sair do país

 
 
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