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Rescaldo de Copenhague

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Eric Camara | 2010-01-15, 10:13

Na lista de anti-climax da última reunião das Nações Unidas sobre mudança climática, em Copenhague, certamente fica lá no alto a proibição da participação de organizações não-governamentais nos últimos dias.

A decisão da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC, na sigla em inglês) foi duramente criticada pelas ONGs e levou a manifestações pelas ruas da capital.

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A polícia atuou com mão pesada, e milhares de manifestantes acabaram no xadrez dinamarquês. Nesta sexta-feira, uma rede de ONGs entrou com um protesto oficial na UNFCCC contra o tratamento dispensado pela polícia aos manifestantes.

Os ativistas reclamam especialmente do grupo de centenas de pessoas que, ao ser expulso do centro de convenções em que o encontro acontecia no dia 16 de dezembro, acabou entrando em confronto com a polícia.

"Exigimos uma investigação independente sobre as táticas da polícia. A UNFCCC deve revelar que cooperação houve entre a UNFCCC e a polícia e deveria condenar publicamente a ação policial", afirmou Joseph Zacune, da organização Amigos da Terra Internacional.

Nos últimos dias da conferência, lembro-me nitidamente do secretário-executivo da convenção, Yvo de Boer, comparando o acesso que a sociedade civil tem às reuniões sobre o clima com (a falta de) acesso em outros encontros de cúpula, como o G8.

Me pergunto se isso vai continuar assim a partir deste ano ou se Copenhague foi só o início da mudança.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 08:25 PM em 15 jan 2010, ZECA escreveu:

    QUE COISA PATÉTICA ESSA COP 15......DEPOIS DO NOSSO "presidente" APARECER FALANDO 1001 MARAVILHAS, ELE APARECE EM HORÁRIO NOBRE OBRIGATÓRIO PARA ANUNCIAR INVESTIMENTOS DE BILHÕES DE DÓLARES NO PRE SAL. PRA QUE? APENAS POLUIR COM O PETRÓLEO EXTRAÍDO. SIMPLES. ACREDITEM....VAI ACONTECER.

  • 2. às 11:07 PM em 15 jan 2010, Marcia escreveu:

    Olha, se vai virar G8 eu não sei, mas esse povo ongueiro é muuuito chato. Bem faz o Boer se afastar eles da reunião, de repente que fica até mais fácil discutir e quem sabe construir um acordo de verdade.

  • 3. às 03:39 PM em 17 jan 2010, Ygor Ricardo Saraiva de Aragão escreveu:

    Acredito que seja importante, para não falar essencial a participação da sociedade civil – encabeçada pelo terceiro setor – dentro dos grandes fóruns de discussão sobre o clima. No entanto, a experiência obtida nesta ultima cúpula provou que existe uma espécie de déficit relacionado de participação em relação as medidas a serem implementadas. Isso em parte devido a a própria natureza da reunião (que tinha como um do foco principal, os grandes atores internacionais) e por outro lado, devido à descentralização das org. do terceiro setor (tendo como sintoma o numero grande de reivindicações e a falta de coordenação). Concluindo, a experiência de Copenhagen deixa clara a necessidade de centralização dos movimentos que estão “ou que querem estar” envolvidos na elaboração de políticas publicas junto aos grandes atores - sejam emergentes ou não – já que aumentaria seu peso e representatividade. Se não, a discussão vai continuar restrita aos corredores das chancelarias e dos centros de convenção

  • 4. às 04:35 PM em 17 jan 2010, rodrigo escreveu:

    entao a Marcia acha que se constroe uma sociedade excluindo os 'chatos'.. quanta imaturidade... alias, vc deveria ser excluida tb, visto que tem uma visao muito limitada de humanidade.

  • 5. às 12:22 PM em 22 jan 2010, Marcelino Lisboa escreveu:

    Há duas formas de se alterar as condições da vida da sociedade: 1)De cima para baixo por concessões e decisões governamentais; 2)De baixo para cima pela mobilização da sociedade civil. As decisões na COP ficaram nas mãos de quem quem está em cima na hierarquia das decisões neste momento, ou seja, os atores políticos. Mas a presença da sociedade civil (os atores não políticos) na COP representou a existência da parte de "baixo" na discussão. Conheço muitos ongueiros ambientalistas, a maioria deles chatos, muito chatos. E por serem chatos assim, tem todo o meu apoio, pois estão cumprindo um determinado papel cívico na estrutura social. Que continuem chatos e atuantes. Au revoir a tous. (Obs.: não sou de nenhuma ONG)

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