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As razões da guerra em Gaza

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Rogério Simões | 2009-01-05, 11:34

gaza.jpgOs defensores da ação militar de Israel contra a Faixa de Gaza, entre eles membros do seu governo, têm há dias repetido o mesmo discurso: nenhum país do mundo aceitaria ser atingido diariamente por dezenas de mísseis lançados por um grupo inimigo. Israel, segundo esse raciocínio, foi obrigado a reagir a uma provocação do palestino Hamas. Algo tinha de ser feito.

No século 19, o general da Prússia Carl von Clausewitz desenvolveu, em seu livro Da Guerra, a idéia de que a guerra não é um fim em si mesmo, mas um meio pelo qual um ator político impõe sua vontade sobre outro. Seria a "continuação da política por outros meios", considerando que por trás de uma operação militar estaria uma decisão consciente, racional, de se adotar um projeto de Estado para derrotar um oponente. Trata-se do conceito tradicional de guerra, abalado pelos inúmeros conflitos das últimas décadas envolvendo atores não-governamentais e soldados irregulares, em confrontos assimétricos e imprevisíveis na Europa (Bósnia), África (Congo, Ruanda, Uganda etc) e Ásia (Afeganistão, Chechênia).

Mas o raciocínio de Clausewitz continua vivo, ou deveria, nos casos de conflitos que envolvem Estados constituídos, especialmente os democráticos. Pelo menos é o que imaginam os analistas que, em artigos em jornais e revistas e aparições na televisão, têm tentado entender a verdadeira razão pela qual Israel lançou sua ira sobre a Faixa de Gaza, um lugar onde 1,5 milhão de pessoas vivem praticamente sem comida, sem remédios e agora sob chuvas de bombas. E sem ter para onde fugir. Seria a necessidade de reagir aos mísseis do Hamas, assim como o bloqueio a Gaza, parte de uma política de Estado, como imaginava Clausewitz? Ou estaria essa guerra ligada à necessidade de um governo de se fortalecer semanas antes das eleições gerais no país? Seria o bombardeio de Gaza benéfico para o próprio Estado de Israel e para a região? Para as negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina? Para o futuro das relações entre israelenses e seus vizinhos palestinos, dois povos condenados a viver eternamente lado a lado?

Os que criticam o governo e o Exército de Israel dizem que essa ação militar não levará a lugar algum. Ou melhor, levará ao fortalecimento do grupo Hamas entre os palestinos, da mesma forma como o xiita Hezbollah foi elevado à categoria de grupo militante herói após os bombardeios israelenses no Líbano, em 2006. Certamente haverá custos desagradáveis. Jonathan Freedland, do The Guardian, diz que Israel não tem estratégias para a paz, apenas para a guerra. Ou seja, a razão israelense seria uma razão militar e não política. A guerra seria um fim em si mesmo, uma reafirmação do poderio bélico de um país que nasceu sob o ataque dos seus vizinhos e vê na sua sobrevivência a necessidade de um eterno embate com o mundo exterior. A política e a democracia israelenses viriam do conflito armado, e não o contrário. Clausewitz ao inverso: a essência da existência de uma nação seria a guerra, e a política existiria como sua continuação.

Israel sabe que não pode simplesmente aniquilar o Hamas, e se o fizesse poderia surgir em seu lugar um outro grupo, ainda mais radical. A ocupação do sul do Líbano, no início dos anos 80, visava derrotar um inimigo palestino, a OLP de Yasser Arafat. Acabou resultando no surgimento do Hezbollah. As razões da guerra em Gaza são legítimas sob os olhos de uns, mas insuficientes sob os olhos de outros. Parecem mais ligadas a uma necessidade de reagir, ao curto prazo, ao imediatismo determinado pelo medo. O raciocínio de Clausewitz, baseado numa lógica política, sugere que uma guerra deve ser buscada quando se pretende atingir uma vitória absoluta e, conseqüentemente, conquistar um posterior estado de paz. Com sua ação militar em Gaza, centenas ou milhares de mortos depois, não importa, é bem possível que Israel não consiga nem uma coisa nem outra.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 11:54 AM em 06 jan 2009, Amílcar Tavares escreveu:

    Acho que a comunidade internacional devia trabalhar mais no sentido de se implementar as resoluções da ONU e os Acordos de Paz.

  • 2. às 12:15 PM em 06 jan 2009, Erosvaldo escreveu:

    Israel por ter sido um pais perseguido, poderiam ser exemplo em respeitar o direito dos outros, pois já sentiram na pele o que é serem perseguidos e mortos, mas não, eles devem achar que por terem uma historia de perseguição tem o direito de impor a outros povos, o mesmo que lhes foram impostos, falta de liberdade, escassez de alimentos e campos de concentração, o povo de Deus poderia amar mais os seus próximos, enquanto a desculpa que é aniquilar o hamas, acho que com tanta tecnologia é possível chegar a esse intento de atacar os terroristas sem matar crianças e civis, oxalá Deus permita que o povo de Israel consiga pensar no que estão fazendo.

  • 3. às 12:23 PM em 06 jan 2009, Marcos Santos escreveu:

    As pessoas comuns, governantes e a imprensa em geral deve perceber que só há lançamento de mísseis pelo hamas em Israel devido a ocupação. Todo mundo esquece da ocupação que o estado hebreu realiza constantimente na palestina. Qual a arma para expulsar os invasores? A ONU? que por unânimidade aprovaram uma resolução obrigando Israel a devolver os territórios invadidos e até hoje nada foi feito! Armas tecnológicas para defender suas terras eles não tem. Senhores qualquer pessoa, incluindo todos nós, defenderíamos a pau, pedra e qualquer arma artesanal nossas famílias e nossas terras contra um gigante invasor.

  • 4. às 12:45 PM em 06 jan 2009, Roberto Henry Ebelt escreveu:

    Clausewitz está certo. O próprio Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacinal Palestina já afirmou que o Hamas errou ao violar a trégua. SI VIS PACEM PARA BELLUM. Israel demorou muito a compreender que com terroristas não há diálogo. Espero que os Islamitas ofereçam um lugar para os Palestinos que sobrarem desta guerra. A Faixa de gaza já era. Vamos nos concentrar no WEST BANK onde a praga do Hamas parece não existir.

  • 5. às 12:47 PM em 06 jan 2009, ronan wittee escreveu:

    A instantaneidade de informação mostrou ao mundo as contradições do discurso israelense.
    Quebrou a espinha dorsal da mentira midiática.
    Mostrou o genocídio inaceitável.

  • 6. às 01:24 PM em 06 jan 2009, André R. S. Silveira escreveu:

    Sem querer tomar partido de nenhum dos lados, é cansativo ver que sempre a imprensa ataca Israel e defende os "palestinos" como um todo (mesmo que as vezes critique um grupo ou outro).

    Quase todos os meus amigos estão preferindo ler notícias em sites internacionais e até mesmo o BBC, quando em português, tem seguido o viés anti-israelita.

    Não que se tenha que defender Israel cegamente, muito menos atacar Israel sempre. Suponho que tal viés se dê por um ódio aos americanos do norte que quase sempre defendem Israel, mas é bem cansativo isso.

    Eu parei de ler o Folha e não tenho tanta paciência pra ler jornais tendênciosos, mesmo que seja inconcientemente. Ainda tenho saco pra ler o BBC, principalmente pq posso ler em três línguas, mas a versão em português tem seguido caminho parecido aos dos jornais locais.

  • 7. às 03:01 PM em 06 jan 2009, edson escreveu:

    olá,Estou imprecionado com tanta preucopação com o hamas...eles é quem ataca Israel com seus fofetes fundo de quintal,eles tem o prazer de provocar Israel com seus foguetes causando morte de civis israelences e niguen fala nada...e mais se o povo palestino estar com o hamas, nada mais justo que pague junto com eles.

  • 8. às 03:04 PM em 06 jan 2009, Michel Max escreveu:

    Religiao - Destruicao, essa porcaria inventada pelo homem continua matando desde sempre, os cristao acabaram com os Maias,Aztecas entre outros povos, os judeus fazem guerras eternas, os mulcumanos terrorismo.... Viver sem religiao e a melhor decisao que tive na vida. Tenho a mente tranquila, vivo em paz, pratico o bem e sou feliz !

  • 9. às 04:11 PM em 06 jan 2009, Davichy escreveu:

    Concordo plenamente com André Silveira...
    nao sabemos absolutamente nada à respeito dessa guerra. A unica coisa que temos noticias sao de criancas feriadas e de pessoas sem medicamentos.. o que nada mais é do que o retrato de um pais em guerra. Gaza, que fique bem claro... não é um pais.. não é um estado... é apenas um local de assentamento. O maior jornal do Brasil tem postado em seu site comentarios absolutamente ridiculos e no minimo imaturos. Fez uma coluna exclusiva mostrando crianças cobertas de sangue e mulheres correndo com bebes no colo, coluna tal que visivelmente foi feita para aumentar o odio e a oposicao ao governo de Israel. A BBC ainda continua nos meus favoritos, pelo fato de ser coerente, neutra e ter uma opiniao de especialistas internacionais, nao reporteres formados em universidades de quinta.

  • 10. às 04:34 PM em 06 jan 2009, Roberto Martins escreveu:

    Eu penso que a cada ano que passa vamos vivendo uma guerra cada vez mais feroz, crise mundial, guerrilhas urbanas, essa guerra em gaza isso já não é mais uma novidade para nos, só que a unica coisa que realmente não muda é o coração humano, é o mesmo apenas quer mais e mais, chuvas em SC que matou centenas de pessoas e milhares de desabrigados, e o que fazer? é quase que impossivel não vê o que está acontecendo em nosso mundo e ficar apenas calado.

  • 11. às 04:36 PM em 06 jan 2009, Daniel Silva escreveu:

    Biblia. Livro:6-Josué Capítulo:6
    (o "Senhor($)", representa-se por (666) Bush e Obama - USA)
    Jericó se conservava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava.
    Então disse o Senhor a Josué: Olha, entrego na tua mão Jericó, o seu rei e os seus homens valorosos.
    Vós, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, contornando-a uma vez por dia; assim fareis por (6) seis dias.
    (...) Somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que com ela estiverem em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos...
    Não tomeis coisa alguma, (...) toda a prata, e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, são consagrados ao Senhor; irão para o tesouro do Senhor... E destruíram totalmente tudo quanto havia na cidade, passaram a fio de espada homem e mulher, menino e velho, bois, ovelhas e jumentos.
    Então disse josué aos dois homens que tinham espiado: Entrai na casa da prostituta, e tirai-a dali com tudo quanto tiver (...) Entraram, os espias e tiraram Raabe e todos quantos lhe pertenciam...
    A cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; somente a prata e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, colocaram no tesouro da casa do Senhor.

  • 12. às 05:44 PM em 06 jan 2009, Leonor escreveu:

    A desproporção de forças entre um e outro lado mostra bem a injustiça desta guerra, onde só morrem palestinos, de fome, de frio, por falta de tratamento médico. Nada justifica isso, os israelenses estão aproveitando os últimos dias do governo Bush, que os apoia integralmente.

  • 13. às 06:07 PM em 06 jan 2009, Luiz Augusto Curado escreveu:

    Obama antes mesmo de entrar já deixa marcas.... Obama vai querer manter a expectativa mundial que foi criada sobre seu nome, e nada melhor que Israel aproveitar esta transição para fazer a limpeza que era desejada a muito tempo, tanto por americanos quanto para Israelences, Bush vai usar seu poder de veto nas Nações Unidas para respaldar qualquer ação Israelence deixando caminho livre para a covardia que está acontecendo em GAZA.

  • 14. às 06:43 PM em 06 jan 2009, joser escreveu:

    Estoy d acuerdo con Andre.
    Las noticias q da la BBc a veces parecen parcialisadas con hamas y palestinos, y no muestra el sufrimiento d la nación d Israel, en su información para con los homosexuales es igual de parcialisada dandoles la razon en todo y creando foros cuando con el poder q tiene podria dar mejores noticias.
    Estoy desepcionado con esto.
    hamas está tomando d su propia medicina!!

  • 15. às 07:35 PM em 06 jan 2009, gabriel escreveu:

    uma gerra sempre é idota. mas assim como o holocausto fez de uma vez por todas nascer/fortalecer de vez o sentimento de união e nacionalismo dos judeus a fim de criar um Estado Próprio a força bruta de Israel ao tentar eliminar os palestinos (agora na entidade do HAMAS) ou ao menos isolá-los só aumentará o sentimento de revolta deles. Se um ou outro lado quer a paz ele deve se mostrar em consições de igualdade e amor ao próximo seja ele cristão muçulmano, judeu ou qualquer outra crença.
    Ontem assisti ao filme "Eu robô" e lé existe outro exemplo que nos mostra que a opressão ou a diminuição de qualquer pessoa só levará a um único lugar: REVOLTA contra os opressores. Só a paz constrói.

  • 16. às 07:58 PM em 06 jan 2009, Ricardo Marone escreveu:

    Na verdade, não dá para saber quem é o "mocinho" ou o "vilão" nesta guerra. Porém, eu gostaria de ver Israel perder o total apoio internacional (aliados) para resolver as suas questões pessoais. Por outro lado, os palestinos são complicados. O povo árabe tem um antecedente de não serem bons samaritanos. Finalizo dizendo que, os judeus se fazem de vítimas, com relação aos acontecimentos da 2a Guerra Mundial e, com razão, mas se esquecem quando matam civis, inclusive crianças.

  • 17. às 11:10 PM em 06 jan 2009, JOÃO CARLOS MACLUF escreveu:

    A tragédia em Gaza, com a morte de 256 pessoas sendo diversas crianças, mulheres e idosos, mostra bem o instinto assassino e irresponsável dos governantes deste estado terrorista e covarde, que fundamenta suas ações no apoio de outro estado governado por um lunático irresponsável que ainda vai levar o mundo a uma tragédia maior. O Oriente Médio assim vai continuar por centenas de anos se uma ação muito forte não obrigar Israel a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e retirar dos territórios ocupados em 1967. Os palestinos e os países árabes, através da Liga Árabe, já aceitaram reconhecer Israel em conjunto, mediante devolução destas terras, mas a Israel isto não interessa. Querem continuar criando “fatos consumados” e manter as fantásticas ajudas do exterior a um “país em perigo”! Não negociavam com Arafat, não negociam com Abas, não negociam com o Hamas, isto é, não querem negociar e a cada abertura por parte dos árabes, respondem com novos ataques e assassinatos de seus líderes. Como tem a cobertura dos americanos, esta situação só vai terminar quando a “super potência” desmoronar ou for governada por seres humanos e, quem sabe, uma destas opções não demore muito a ocorrer.

  • 18. às 12:49 AM em 07 jan 2009, Pedro Teixeira escreveu:

    SERIA BOM QUE SE ACABASSEM COM ALGUMAS IDEIAS ERRADAS SOBRE OS " COITADINHOS " DO HAMAS, E QUE HOUVESSE CORAGEM, PARA CONDENAR COM A MESMA VEEMÊNCIA - COM QUE NORMALMENTE SE CONDENA ISRAEL - OS ATAQUES CRIMINOSOS COM FOGUETES ( NÃO COM PEDRAS ! ! ! . . . ), QUE OS PARTIDÁRIOS DO HAMAS, ATACAM POPULAÇÕES CIVIS INDEFESAS !

    1. DESDE 1947, QUE OS ÁRABES, NAO ACEITARAM A SOLUÇÃO DA ONU PARA A CRIAÇÃO DE DOIS ESTADOS, UM ÁRABE E UM JUDEU, SENDO JESUSALÉM, UM ENCLAVE ITERNACIONAL ! . . .

    2. EM 1967, EXÉRCITOS DE QUATRO PAÍSES - EGIPTO, SÍRIA, LÍBANO E JORDÂNIA - ATACAM ISRAEL, COM A FINALIDADE DE ALTERAREM SUBSTANCIALMENTE O MAPA DA REGIÃO. COMO FORAM DERROTADOS, O MAPA NA VERDADE SOFREU ALGUMAS ALTERAÇÕES, MAS, A FAVOR DA NAÇÃO ATACADA, ISRAEL ! . . .

    3. EM 1973, SÍRIA E EGIPTO, QUISERAM TENTAR DE NOVO A CONQUISTA DO TERRITÓRIO, E FORAM, DE NOVO, ESTRONDOSAMENTE DERROTADOS ! . . .

    4. EM 1987, A POPULAÇÃO DOS TERRITÓRIOS ÁRABES OCUPADOS, EM VIRTUDE DA DERROTA MLITAR SOFRIDA COM A TENTATIVA DE INVASÃO DO TERRIÓRIO SRAELITA, REVOLTAM-SE, E COMO NOS ANTIGOS TEMPOS, ATACAM O EXÉRCITO ISRAELTA COM FUNDAS E PEDRAS, QUE NATURALMENTE, REAGE, A FIM DE MANTER A ORDEM NOS TERRITÓRIOS ! . . .

    5. ISRAEL, RECUSA-SE A OBEDECER À RESOLUÇÃO 242 DA ONU, QUE TENTA FAZER, COM QUE OS TERRITÓRIOS OCUPADOS, ( APÓS A TENTATIVA DE INVASÃO PELO EXÉRCITO DE QUATRO PAÍSES! ) SEJAM DEVOLVIDOS AOS AGRESSORES. ESTÁ CERTO ? TALVEZ . . . E SE FOSSE AO CONTRÁRIO ? OS MOVIMENTOS ÁRABES QUE HOJE DOMINAM A REGIÃO, QUE SE DEGLADIAM E QUE TÊM ENTRE SI GRANDES DIVERGÊNCIAS, DEVOLVERIAM AO POVO JUDEU, OS TERRENOS QUE ENTRETANTO TIVESSEM OCUPADO, CASOA AS ANTERIORES INVASÕES SAÍSSEM VITORIOSAS ? ALGUÉM ACREDITA ?

    6. A PAZ DIFICILMENTE SE CONSEGUE RESTABELECER, FACE AOS CONSTANTES ATAQUES SUICIDAS DA POPULAÇÃO ÁRABE A ISRAEL E AO SEU POVO, DESDE A INTIFADA, A HOMENS BOMBA, E MAIS RECENTEMENTE, JÁ NÃO COM AS INOCENTES PEDRAS ATIRADAS PELAS FUNDAS, MAS, COM FOGUETES FORNECIDOS A TÍTULO GRATUITO, POR OUTRAS NAÇÕES ARABES !

    7. SINCERAMENTE, ALGUÉM PODE ACHAR ESTRANHO, QUE UM ESTADO SOBREANO E INDEPENDENTE, AO SER ATACADO DE UM TERRITÓRIO VIZINHO, COMO ISRAEL TEM SIDO, DE UM ANO (!) A ESTA DATA, TENHA ESTA REACÇÃO, VISANDO DEFENDER A VIDA DO SEU POVO ?

    A INTIFADA ACABOU !

    AGORA AS PEDRAS, FORAM SBSTITUÍDAS POR FOGUETES E/OU MÍSSEIS !

    VAMOS ACABAR DE VEZ, COM A FALSA NOÇÃO, QUE OS PARTIDÁRIOS DO HAMAS SÃO UNS COITADINHOS . . .

    JÁ CHEGA DE HIPOCRISIA !

    PARA MAIS, QUEM DECLAROU UNILATERALMENTE O FIM DA TRÉGUA COM ISRAEL, FOI O HAMAS !

    QUEM ATACOU OS TERRITÓRIOS VIZINHOS FOI O HAMAS !

    PODE-SE TAMBÉM PERGUNTAR :

    1. DECIDIDO POR QUEM ?

    2. APOIADO POR QUEM ?


    3. INCENTIVADO MATERIALMENTE POR QUEM ?

    4. ALGUÉM ACREDITA, QUE QUEM DECIDE ESTAS ACÇÕES, DE CONSEQUÊNCIAS PESADAS E IMPREVISÍVEIS, SÃO AQUELES LÍDERES RELIGIOSOS FANATICOS, QUE APARECEM A GRITAR NO INTERIOR DE UMA MESQUITA, OU EM GRANDES MANIFESTAÇÕES DE MASSAS ?

    QUEM É QUE ACREDITA NSTO ?

  • 19. às 11:57 AM em 07 jan 2009, André Oliveira escreveu:

    Realmente, é cansativo ver a mídia defendendo com tanto apelo emocional os palestinos, quando estes promovem o terrorismo a anos em Israel. Queria ver so fossa aqui no Brasil, bombas e foguetes caindo e explodindo de surpresa em qualquer lugar e hora. Em minha opinião, melhor seria Israel desocupar Gaza permanentemente, mandando os mulcumanos para a Cisjordância, Irã ou quem sabe a Venezuela, já que Chaves é o pai do mundo. Israel na verdade está sendo até moderado, se realizasse uma guerra ao estilo das do inicio do século XX, com bombardeios sobre as cidades inteiras em pouco tempo acabava com essa história.

  • 20. às 08:04 PM em 07 jan 2009, wilson bibe escreveu:

    Sem dúvida alguma a insanidade impera em toda humanidade pois a ausencia do bem infesta de forma cancerosa a dignidade humana, no tempo da querida Golda Meir isto tudo teria um desfecho rápido e certeiro, atingindo somente estes TERRORISTAS do intitulado Hamas, que escondem suas fileiras por detras de inocentes para que a opinião mundial se volte contra o exercito de israel, como na guerra dos 7 dias onde um "bando" de cretinos ameaçaram destruir um País recem nascido receberam como resultado a nova definição geografica da região, e isto não lhes será devolvido, quem começou tudo isto foram os palestinos, que eles saibam arcar com as consequencias.

  • 21. às 02:54 AM em 08 jan 2009, Maninho escreveu:

    Não esqueçam que Israel tem apenas 60 anos, é uma das maiores potencias belicas do mundo, derrotou milagrosamente o mundo arabe a 40 anos atras, se tornou um simbolo de poder em pouquissimo tempo, e devemos admitir.
    Voce creia ou nao nisso...é o povo escolhido por Deus!!! se voce nao cre nisso, nao tem problema...continuara sendo, independente se voce crer ou não.
    Olhe para a historia...

  • 22. às 05:37 AM em 08 jan 2009, juter king escreveu:

    sr andre ,vc deve ler sempre os dois lados p vc ter o seu openiao.israel esta cometendo grande genocidio contra gaza.

  • 23. às 12:51 PM em 08 jan 2009, Omar escreveu:

    Como escreveu Robert Fisk, a situação é uma "grotesca ironia", pois os palestinos que viviam em Ashkelon e nos campos ao redor - Ashalaan em árabe - foram expulsos de suas terras em 1948, quando foi criado Israel e acabaram nas praias de Gaza. Agora disparam kazam contra essas mesmas terras...

  • 24. às 04:34 PM em 08 jan 2009, André R. S. Silveira escreveu:

    Um exemplo do que foi comentado sobre a tendenciosidade do BBC brasil, que mesmo sendo menor que outros jornais locais é visível.

    Somente ressalto que comento num lugar apropriado, ou seja, blog dos editores pois prezo pelo que leio e sei que é também do interesse de vocês que são responsáveis pelo conteúdo.

    A matéria que está agora na primeira página dizia:

    "Hezbollah nega ter disparado foguetes contra Israel" e logo embaixo mais uma notícia reforçando uma posição semelhante. Quem lê entende que os foguetes NÃO FORAM DISPARADOS EM MOMENTO ALGUM, ou que, não foram os palestinos que dispararam. Muito dificilmente entende-se que não foi o grupo Hezmollah e sim outras facções palestinas.

    O jornal "El País" tem feito um acompanhamento do fato e disse: "Israel descarta que o ataque tenha sido provocado pelo Hezmollah" quem lê entende que o ataque aconteceu, mas têm-se tanta certeza que não foi o Hezmollah que o próprio inimigo reconhece isso.

    Ressalto que dentre as coberturas reconheço que a BBC é a mais imparcial, principalmente no discorrer dos textos, prova é o texto postado aqui neste blog.


  • 25. às 07:18 PM em 09 jan 2009, José Artur escreveu:

    O texto e os comentários refletem o que a posição mídia brasileira: anti-semitismo.
    Não esqueçam de que o Hamas é um grupo terrorista, tem em seus estatutos o aniquilamento do estado de Israel, que utiliza de civis e principalmente de crianças para fazerem-se de vitimas e conseguir a aprovação da opinião pública. Que este mesmo Hamas expulsou o Fatah de Gaza, fuzilando seus oponentes na frente de suas famílias. Não é ódio de Israel nem perseguição ao povo pasletino, Israel faz somente o necessário para sobrevivência própria. Vergonha publicarem comentários com expressões nazistas como foi feito.

  • 26. às 01:55 AM em 10 jan 2009, Luiz Monteiro de Barros escreveu:

    Apesar de texto sem contexto ser pretexto destaquei esse aspecto para mim "A guerra seria um fim em sim mesmo, uma reafirmação do poderio bélico de um país que nasceu sob o ataque dos seus vizinhos e vê na sua sobrevivência a necessidade de um eterno embate com o mundo exterior" Sinto-me parte do mundo exterior aqui no Brasil. Não aprovo que qualquer Estado não acate o que a ONU decide. Quando isso acontece como agora com a resolução do cessar morticínio do CS da ONU por 14 dos 15 votos e não aceito por Israel. Dá a impressão que Israel considera o “mundo exterior” como inimigo. Refletir o que acontece em Gaza nos liga a discutir o destino da humanidade. Vejo uma conspiração positiva das pessoas de bom senso contra o holocausto dos palestinos. Não me sinto só. Antes do inicio do conflito, li Noam Chomsky um judeo que se posiciona a favor dos palestinos, e hoje a escritora e historiadora Urda Alice Klueger, (não sei se judia) em "o gueto em Gaza" https://blogln.ning.com/group/midia/forum/topics/o-gueto-de-gaza e por ela soube que Israel já praticava atos de guerra com o sitio de Gaza. Na própria BBC temos a informação da não permissão da imprensa em Gaza com o Rogério explicando que isso também se configura uma ação militar. Também a senhora israelense se retirando da área próxima a Gaza para proteger seus filhos, mas declarando que não concorda com a ação militar do governo de Israel pois estava praticando o dialogo com mães palestinas, estas acrescento eu, para onde fugirem?. São aqueles jovens presos para não matarem palestinos com armamento de alta precisão fornecidos pelos EUA. Eu não posso aceitar ser chamado de inconseqüente, não só eu mas o mundo representado na ONU.
    Por traz desse genocídio está a questão da eleição de Obama como analisado por muitos. Está também a falência do capitalismo especulativo desonesto ou isso é mentira. Como citado por blogs ligam o exnasdaq, Bernhard Madoff como financiador do sionismo, verdade?.
    Está na eleição democrática, de acordo com o jogo estabelecido e aceito por todos até pelos derrotados, de governos populistas na A.L de Lula, Evo e H.Chaves, este o único que tomou posição. Nos chamam de populistas quando o que está em jogo nessa guerra é a imposição violenta da má distribuição de renda do planeta, como as terras do Oriente, ou seja como diz Noam Chomsky o mêdo da elite financeira de direita é “que os pobres procuram despojar os ricos”.
    Está a democratização dos meios de comunicação acuados para informarem a verdade pela Internet.
    Certas palavras de ódio e belicismo que lemos nos comentários denunciam que sofrem de psicopatologia. Não há saída para o dogma da “mão invisível” a fazer a distribuição justa dos bens. Não há saída para que o paradigma seja o proveito próprio e sim de agir com intenção de “beneficiar o alheio”. Não há vitória com a guerra.
    Todos estes fatos se ligam para o surgimento de uma nova era para a humanidade. Israel estará destinado a obter o respeito da humanidade apresentando na ONU e só lá as suas pretensões e não fazer como os EUA que invadiram o Iraque com uma mentira de armas de destruição em massa que escondia os objetivos escusos de Bush e falcões. O que aconteceu? Jogaram no lixo todo respeito confiança e admiração dos povos pelos americanos, agora podendo ser resgatada por Obama. A mesma coisa com Israel. Não frustem a esperança depositada em Obama, tentando cooptá-lo com uma fraude.Não submetam a nação israelense à repulsa de todo orbe terrestre. Acate a ONU e o mundo todo será contra os foguetes do Hamas.

  • 27. às 02:02 PM em 10 jan 2009, ABRAAO BASTOS escreveu:

    IRMÃOS IRRACIONAIS - ATÉ PARECE MALDIÇÃO QUE ESTES POVOS JUDEUS E PALESTINOS NÃO CONSIGAM CONVIVER UM AO LADO DO OUTRO. ELES TEM MAIS 4.000 ANOS DE "CIVILIZAÇÃO" SÃO TÃO IRRACIONAIS QUANTO OS PRÉ HISTÓRICOS.
    O BRASIL DEVERIA EVITAR AS MANIFESTAÇÕES DESSA GENTE AQUI. DEVERIA FAZER COMOGETULIO FEZ NA 2ª GUERRA. O IMIGRANTE QUE SE MANIFESTASSE SERIA DEPORTADO. DO CONTRÁRIO LOGO ESSE PESSOAL TRARÁ A BRIGA PARA CÁ.

  • 28. às 03:35 PM em 10 jan 2009, Ivo Bitencourt escreveu:

    As razões históricas são pela posse da terra, os judeus entraram na Palestina por Jericó pela força das armas, a terra "prometida" já tinha donos, cananeus, filisteus e outros que foram dizimados. Muito depois os romanos conquistaram a região e expulsaram os judeus. Em 1948 a ONU partilhou a Palestina entre árabes e judeus, os árabes reagiram prontamente, mas foram vencidos, se estabelecendo na região um foco de tenção que é uma ameaça para a paz mundial. Tudo indica que a guerra dos deuses vai continuar,depois que Prometeu entregou o fogo para os homens, a paz é apenas uma trégua, a indústria bélica precisa desovar o seu estoque.

  • 29. às 10:09 PM em 06 fev 2009, Roberto Campos escreveu:

    A ONU não presta para nada. É somente o capacho dos americanos, lembremos que se encontra na cidade estadunidense mais cosmopita. O Japão, seu principal sustentador não faz parte do conselho de segurança. Os capacetes azuis quando comissionados para defender algum povo em situação emergencial, acabam estuprando as mulheres. E por ai vai o show. Um circo, um palco, os atores, e a platéia, nós, todos com nariz de palhaço aplaudindo um bando de assassinos burocratas. Deveria se chamar ONU - Organização de Nazistas Usurpadores. Se ela não se intrometer, logo os conflitos no OM se resolvem.

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