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Mídia vigiada, mas por quem?

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Edson Porto | 2008-02-15, 22:49

A primeira vez que ouvi a palavra ombudsman, a crítica pública ao trabalho da mídia no Brasil era uma raridade. E jornalistas e órgãos da grande imprensa raramente falavam uns dos outros. Eram raros também veículos especializados em fazer essa crítica, embora existissem.

Mas esses ainda eram os anos pré-internet. Hoje, não só cada vez mais publicações têm espaços formais para fazerem crítica ao jornalismo que praticam, como se espalham na web sites especializados, colunas, revistas e blogs que discutem, reportam e criticam a mídia.

Há críticas de todos os lados e para todos os gostos. Há também embates ruidosos. Atualmente a briga mais explosiva na rede ocorre entre o jornalista Luís Nassif, que por anos foi colunista de economia do jornal Folha de S. Paulo, e a revista Veja. Vários dos sites especializados em jornalismo, como o da Revista Imprensa, têm acompanhado de perto o embate.

Mas não escrevo para falar dessa disputa em si, mas sobre a proliferação da discussão sobre a mídia. Em princípio, um debate amplo e constante sobre a mídia e a produção jornalística só pode ser visto como algo positivo.

O trabalho jornalístico deve ser discutido, checado, estar aberto a criticas e ser o mais transparente possível.
Também só pode ser positiva a proliferação de fontes de informação sobre questões ligadas à imprensa e à qualidade do jornalismo. Quanto mais os consumidores e produtores discutirem, mais vão conseguir realizar e distinguir entre jornalismo de boa qualidade, que serve ao interesse público, e o de má qualidade.

Mas devo confessar que na maioria dos casos, com honrosas exceções (como é o caso do site Observatório da Imprensa), a discussão que tenho visto é decepcionante. Boa parte se dá de maneira extremamente emocional e partidária. Não é difícil encontrar blogs que se especializaram em apontar como a imprensa persegue o governo ou outros que vão em direção oposta e enxergam apoio ao governo em todas as linhas.

Também não é raro encontrar acusações pessoais e um grande excesso de adjetivos e ataques infundados. Quase sempre, falta bom jornalismo cobrindo a produção jornalística.

Não tenho dúvida de que várias das iniciativas que estão aí são um avanço, mas me pergunto se essa discussão realmente chega a um grupo grande do público (e não fica apenas entre jornalistas) e se ela tem sido efetivamente útil para melhorar a qualidade do jornalismo brasileiro. Gostaria de acreditar que sim, mas acho que o debate no geral é superficial demais ou partidário demais para realmente produzir luz.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 06:17 AM em 16 fev 2008, Ludi escreveu:

    Veja o caso mais recente dos cartões corporativos quando a Folha foi praticamente obrigada (através de presão dos internautas e dos colunistas) a publicar matéria semelhante a feita sobre o governo federal (só que, obvialmente não deu o mesmo tratamento, basta ver a matéria (que inclui uma "justificativa" do governo do estado) [veja também como o JN tratou os dois casos].
    Veja os últimos dados do número de exemplares das revistas "mainstream" sofrendo quedas de 8% (Veja) até 34% (IstoÉ dinheiro)[citando os dados de cabeça, pode ser um pouco diferente] enquanto Carta Capital cresce 15%.
    Quantas empresas do MSM (grande mídia) publicaram as denúncias do Nassif mesmo?

    "Não é difícil encontrar blogs que se especializaram em apontar como a imprensa persegue o governo"

    Como persegue o governo Lula. Vá procurar algo mau do Governador de Minas na grande imprensa. Procure algo mau do Serra e, quando tiver, compare o tratamento dado a uma lado e a outro.
    Compare o número de notícias negativas e positivas entre os candidatos a presidente durante as últimas duas eleições, especialmente a última.
    Compare quantas "crises" aparecem na esfera Federal e depois procure pelas estaduais.
    Compare os números de senadores da base aliada e da oposição que possuem autorgas de empresas de comunicações (em nome de amigo ou familiar para contornar a lei).
    Veja a divisão do share entre essas empresas.
    Num país onde uma única TV possui 75% do bolo publicitário com 50% da audiência, qualquer análise "imparcial" é impossível.
    Se eu não tivesse visto a cobertura do acidente da Tam (só para citar um exemplo) e alguém tivesse me contado, eu não acreditaria. Na Globonews, vi técnicos e especialistas que davam sua opinião de forma contrária a que o canal queria terem suas entrevistas finalizadas de forma abruta e depois completamente descartadas, ou seja, viu quem viu ao vivo, se não viu não vai ver.
    Em que país democrático o ex-presidente tem tanto poder e influência, ao ponto de ser colunista em dois jornais de grande circulação, como tem no Brasil?

    "Imparcilidade"? Aqui não. Ponha as cartas na mesa (a empresa de comunicação), diga quem você suporta, quais são suas relações financerias e políticas, quem são seus anunciantes etc.
    Os blogs "a favor" do governo colocam as cartas na mesa e reportam, mostram o que os outros não querem que você sabia. Eu quero saber dos casos de corrupção do governo federal tanto quanto eu quero saber dos municípios, do estado e do Distrito Federal, porém o tratamento dado a cada esfera, especialmente a cada partido, e totalmente desproporcional.
    É bom ter o outro lado, coisa que o MSM freqüentemente não dá.

    PS: Este comentarista/comentário é totalmente parcial (e sabe muito bem disto) e não teme em dizer que não é dono da verdade e da razão. Também não tenta ser ou se passar por isento de qualquer maneira. :)

    Alguns links úteis para os interessados:
    https://www.fndc.org.br/
    https://www.intervozes.org.br/
    https://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/
    Outros links na seção links de cada site.

  • 2. às 10:42 AM em 16 fev 2008, Alessandro Cavalcante escreveu:

    Meu caro Edson,
    É muito interessante o seu tópico, mas acho também que este debate fica restrito a classe. Embora existam blogs como este pouco terei impacto de opinião, eu e os demais talvez, já que não sou jornalista e sinceramente a midia faz o que bem entende e quando quer, tem esse poder de manipulação. Não acredito que a população participe efetivamente deste debate. O povo quer noticia, quer informação e é justamente essa informação que faz a diferença. Informação é tudo, ou quase tudo. Esses jornalistas que manipulam, que mentem o tempo e a história os julgarão. Isto irá acontecer querendo ou não e embora seja tarde, ficará de alerta para outras gerações. E é assim que vamos construindo essa sociedade. Um grande abraço!

  • 3. às 12:37 PM em 16 fev 2008, Humberto escreveu:

    Olá Edson

    Parabéns pelo comentário e, acima de tudo, por lembrar do assunto.

    E compartilho com sua dúvida se esses assuntos tão importantes chegam ao grande público.

    No entanto, também não encontrei citação à briga Nassif/Veja em nenhuma parte do site da BBC.

    Terei procurado mal ou realmente não há nada publicado sobre o assunto ?

    Creio que a BBC, que já produziu o ótimo "Muito Além do Cidadão Kane" poderia dar mais um exemplo de jornalismo cidadão e diferenciado, ajudando a divulgar o embate.

    Abraços

  • 4. às 08:48 PM em 17 fev 2008, Ana Lucia Campos Day escreveu:

    A própria BBC já bem disse que nos países onde a corrupção é maior a população acredita mais na mídia do que no governo. Contudo, não acreditamos cegamente nela e, por isso, criticamos e averiguamos a veracidade das notícias. Acho isso saudável quando há respeito pela opinião do outro.

  • 5. às 10:50 PM em 17 fev 2008, calypso escobar escreveu:

    Como acreditar numa intriga onde se posta Franklin que ocupa um cargo governamental e tem esposa e parentes à serviço da gestão do Lula,francamente esta farsa o ferecida como fruta ao povo brasileiro é neurótico ,pois até os pais fisiológicos o repelem.Parta para outra...ganhe seus proventos com mais honra,a universalidade de fantasmas é feita às sombras.Chega e fóra com insuniações.O país está ruim,está.Políticos ineptos,sim.Grata calypso escobar

  • 6. às 04:51 AM em 18 fev 2008, J.Ribamar escreveu:

    O que a população não aguenta mais é ver e ser obrigada a digerir uma mídia partidarista e manipuladora! O que queremos é uma mídia apartidária que acuse, questione e investigue sem parcimônias as informações de suas reportagens antes de publicar as notícias que veiculam em seus veículos de comunicação! Inventar crises e manipular dados é o que sempre fez a chamada elite midiática brasileira, que derrubava governos e elegia seus representantes através dessa manipulação! Hoje com a internet isso está cada vez mais difícil, pois jornalistas sérios como o Nassif, o Mino Carta, o Azenha o PH Amorin e vários blogs entre eles o Movimento dos Sem Mídia, trazem aos internautas as notícias nuas e cruas, com fontes para pesquisas para que o próprio leitor possa formular sua opnião individual sobre determinado fato! Para mim, um jornalismo sério deveria ter um editorial que transcrevesse a notícia nua e crua (sem embutir opiniões pessoais), a reportagem (aí sim com a opinião do jornalista) e o parecer em igual condições de especialistas e ou envolvidos! Coisa que não se vê na grande midia brasileira, e que a definiria (em nações com jornalismo sério) na categoria de tabloide sensacionalista como é o caso da Veja e outras publicações do gênero da editora Abril, do Jornal Folha de São Paulo, do Estadão, da Rede Globo e seus meios de cominucação entre outros! PS; Na minha humilde opinião o Observatório de imprensa ja aderiu a elite da mídia e muitos de seus editorias são manipuladores.

  • 7. às 04:53 AM em 18 fev 2008, J.Ribamar escreveu:

    O que a população não aguenta mais é ver e ser obrigada a digerir uma mídia partidarista e manipuladora! O que queremos é uma mídia apartidária que acuse, questione e investigue sem parcimônias as informações de suas reportagens antes de publicar as notícias que veiculam em seus veículos de comunicação! Inventar crises e manipular dados é o que sempre fez a chamada elite midiática brasileira, que derrubava governos e elegia seus representantes através dessa manipulação! Hoje com a internet isso está cada vez mais difícil, pois jornalistas sérios como o Nassif, o Mino Carta, o Azenha o PH Amorin e vários blogs entre eles o Movimento dos Sem Mídia, trazem aos internautas as notícias nuas e cruas, com fontes para pesquisas para que o próprio leitor possa formular sua opnião individual sobre determinado fato! Para mim, um jornalismo sério deveria ter um editorial que transcrevesse a notícia nua e crua (sem embutir opiniões pessoais), a reportagem (aí sim com a opinião do jornalista) e o parecer em igual condições de especialistas e ou envolvidos! Coisa que não se vê na grande midia brasileira, e que a definiria (em nações com jornalismo sério) na categoria de tabloide sensacionalista como é o caso da Veja e outras publicações do gênero da editora Abril, do Jornal Folha de São Paulo, do Estadão, da Rede Globo e seus meios de cominucação entre outros! PS; Na minha humilde opinião o Observatório de imprensa ja aderiu a elite da mídia e muitos de seus editorias são manipuladores.

  • 8. às 01:36 PM em 18 fev 2008, ailton filho escreveu:

    Edson, acredito que isso ocorre pelo simples fato de o debate ter tomado uma grande proporção (que, aliás, deveria ser ainda maior). Os partidaristas sempre vão existir em todos os lados e meios, é o direito a opinião que cada um de nós tem. Acontece que a grande mídia tem tomado partido quando emite sua opinião(teoricamente esse trabalho deveria ser "apenas" o de informar) para um grande público que não tem o dicernimento necessário para filtrar e analisar, mas tem poder para eleger. Sabemos o resultado disso. Agora, voltando ao tópico, talvez o "nível baixo" que você fala se dê pelo fato dele não estar restrito as redações dos jornais. Porém acredito também que se estive assim restrito, temo que ele não ocorresse. Já estava mais que na hora da população em geral acordar pra o que se passa nas informações que ela ouve ou lê. Só estranho, até agora, o fato dos donos da mídia estarem fugindo do debate.

  • 9. às 03:28 PM em 18 fev 2008, Valdeci Elias escreveu:

    Como uma pessoa pode tomar uma decisão certa, analizando só uma parte da verdade ? Hoje uma pessoa que se informar só pela televisão ou pelo jornal impresso, vai ter apenas uma parte da realidade. Já a internet chegou para dar ao individuo acesso a toda realidade.

  • 10. às 02:46 AM em 19 fev 2008, Miguel Lenz escreveu:

    Havia um tempo que jornalista podia derrubar governo (Vide Lacerda x Getulio) e tudo que jornalista escrevia tinha áurea de "verdade verdadeira" e ninguém podia contestar, a não ser rabiscando alguma coisa em “colunas do leitor” que nem todo jornal possuía .Não foi por menos que Assis Chateaubriand era considerado uma espécie de “Imperador Brasileiro”: sua pena e palavra tinham poderes extraordinários sobre a política nacional.Carlos Lacerda também foi o “terror de governantes”, a tal ponto que praticamente obrigou Getulio a se suicidar.
    Hoje, o que vemos?

    O que mais vemos hoje em dia é jornalista ser policiado, ou ainda, “desmoralizado” por blogueiros de todos os tipos que não admitem terem de ler “cartas verdades” e terem de aceita-las, como ocorria no passado, por não possuírem espaços que pudessem expressar suas opiniões discordantes.

    Acabou a ´época do “Jonalista Vedete” e expositor de “sua verdade”. Hoje, ele é um cara igual a nós todos e que sabe que “mentira tem pernas curtas”

  • 11. às 09:50 PM em 21 fev 2008, Lígia escreveu:

    Eu acho que a publicidade no Brasil é extremamente separada em a favor ou contra o governo. O melhor jornalismo seria aquele imparcial, que não defende, nem apóia, mas sim aquele que pretende com que o leitor se informe. Dois claros exemplos hoje em dia são: a Veja e a IstoÉ que estão claramente contra o governo Lula (principalmente por ser um revista comprada pelo capitalismo americano, afinal de contas, o Lula estará mais preocupado com o povo, e não em defender interesses econômicos de outras pessoas abonadas), e a Carta Capital (que na minha opinião apresenta um jornalismo mais sério, apesar de não esconder sua preferência partidária). Além e tudo, falta a esses meios de comunicação uma forma melhor de se apresentar. Ninguém nunca irá entender palavras que aparecem em revistas mais cultas, se não tiver mais acesso a elas. Há jornalistas que ainda defendem seu ponto de vista arduamente, sem se importar em ser parcial. Isso é um erro. Sem parcialidade não haverá outro meio de nós saibamos o outro lado da história.

    Para concluir, podemos dizer que o jornalismo de hoje não preocupa-se em informar, e sim em dar o seu ponto de vista.

  • 12. às 12:19 PM em 22 fev 2008, João Henrique escreveu:

    Vejamos então a CBN, extremante partidária ao PSDB e Ex-PFL. O nosso amigo Arnaldo Jabour ao comentar, parece impregnar as palavras com ódio. Não deveria ser assim, da sua boca deveriam sair estrelas pois o comentário raciocinado edifica, esclarece e constrói, nos leva a discenir entre o certo e o errado. Ao tendenciar, coloca seu ponto de vista e pronto, adeus a verdade dos fatos.

  • 13. às 10:50 PM em 24 fev 2008, alfredo machado escreveu:

    Caro Edson;
    Oombudsman é pago pelo empregador,logo,no Brasil é personagem que não funciona como deveria, basta ver o que ocorre agora com Mário Magalhães, da Folha; outro exemplo, o da Votorantim, que na primeira crítica foi fulminado.
    Quanto à série de Nassif, poquíssimos sites especializados de jornalismo estão divulgando a questão, aliás, você também deveria emitir opinião sobre assunto tão relevante, afinal, é a revista de maior circulação do país sendo veementemente contestada a partir de seu próprio arquivo, achas pouco? A grande mídia, então, passa ao largo. Como se não bastasse, agora, depois de décadas, o STF resolve se lembrar da famigerada Lei de Imprensa, num lance óbvio de oportunismo- bloquear a iniciativa da IURD junto à Folha, quando deveria julgar o mérito da ação,e daí deliberar à luz do Direito; e "libera geral" pra' jornalista falar o que quiser contra quem quiser, ora ora.É evidente que, ao pinçar as notícias, a grande mídia só informa o que ela quer, logo, um desecentivo ao debate, até porque não existe o contraditório na TV, mas um grupo de "especialistas" pra' tudo o que é assunto, desde que alinhados com o pensamento da emissora;por isto você considera os debates como superficiais,o que não é verdade, o problema é que a grande maioria, analfabetos funcionais, prefere as novelas e BBB,o JN( feito para um Homer, lembra? e o pior é que estão absolutamente certos quanto ao perfil majoritário do telespectador). O ambiente jornalístico no país piorou consideravelmente com o seu posicionamento visivelmente unilateral, conforme já amplamente explicado por outros neste espaço, e agora com liberdade total pra' massacrar desafetos,é um escárnio.

  • 14. às 05:04 PM em 25 fev 2008, Danilo Lima de Souza escreveu:

    Em um Estado de Direito os deveres são uma parte supra importante deste, visto uma convivência harmoniosa das partes integrantes, e com conseqüências desastrosas quando da falta de sua vigília.

    O momento histórico atual coloca em evidência a revolução que a sociedade da informação realiza, e os veículos de comunicação de massa têm papel de destaque nesse cenário. Como não poderia deixar de ser diferente, o Brasil, que é um continente em si só, enfrenta peculiaridades oriundas de sua pluralidade - uma de suas melhores qualidades - que o conglomerado midiático está longe de bem representar com o mínimo de imparcialidade e isonomia.

    Quando um Ministro da maior intância do poder Judiciário de nossa República acena com a falta de deveres por parte da mídia em detrimento de mais liberdade de imprensa (diga-se de passagem que o Brasil está colocada na lista dos países com imprensa livre por qualquer lista de organizações internacionais) coloca em perigoe esta mesma, pois direitos sem deveres são atalhos muito curtos para a imposição de idéias, para a manipulação de massas e para o autoritarismo.

    Assim, o Ministro não está somente nos libertando de amarras de nosso passado recente e sim cavando buracos escuros e fundos em nosso próprio caminho futuro, pois o compromisso com a verdade factual em qualquer lei criada ou ainda a se criar não é obstáculo a liberdade de imprensa, mas a sua falta é algo que pode nos levar a situações que nem imaginamos.

  • 15. às 11:09 PM em 19 jul 2008, Márcio Cougo escreveu:

    Esse artigo é atualíssimo. Num momento em que a mídia e a imprensa reclamam de censura mas, e quando elas censuram a sociedade? Por exemplo: Fala-se do emprego de armas químicas por parte do Iraque em guerras anteriores e chamam Saddam Hussein de ditador, mas não informam quem colocou ele no poder e nem quem fabricou as armas de destruição em massa que o Iraque usou.

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