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Aquecimento global na mídia

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Rogério Simões | 2007-11-06, 10:36

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Não há mais dúvidas: 2007 entrará para a história como o ano do aquecimento global. Ao longo do ano tivemos vários exemplos de suas conseqüências nefastas, como inundações sem precedentes no sul da Ásia e na África (foto). Os sucessivos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, praticamente sepultaram as dúvidas sobre o que tem causado as mais recentes mudanças climáticas. A atividade humana, na emissão de gases que causam o efeito estufa (especialmente o gás carbônico, ou CO2), é, agora oficialmente, a grande culpada. O trabalho do IPCC deu ao painel o prêmio Nobel da Paz, dividido com o ex-presidente americano Al Gore.

Reconhecida a gravidade do problema, a imprensa em geral, e em particular a BBC, deveria abandonar a imparcialidade neste tema, já que o futuro da Terra está em risco? Em setembro passado, a BBC suspendeu seus planos de organizar, aqui na Grã-Bretanha, uma campanha de conscientização da população sobre as mudanças no clima. O argumento foi de que não era seu papel tentar direcionar a opinião pública em um tema que ainda gera tantos pontos de vista diferentes. Ambientalistas criticaram a empresa, mas executivos do jornalismo da BBC reafirmaram o seu compromisso com a imparcialidade. O colega Peter Barron, editor do programa Newsnight, sintetizou: "Não é função da BBC salvar o planeta".

Mas, se quase a totalidade da comunidade científica mundial hoje concorda na relação de causa e efeito entre emissão de gases e o aumento das temperaturas, devemos ainda ouvir aqueles que insistem em questionar esse princípio? Com a Aids, houve uma polêmica semelhante. Nos primeiros anos após a descoberta do HIV, muitos não acreditavam que o vírus causasse a doença. Mas, quando as evidências científicas deixaram de ser contestadas, o questionamento da relação HIV-Aids perdeu totalmente a credibilidade e passou a ser considerado um risco à saúde pública.

No caso do aquecimento global, ainda não chegamos exatamente ao mesmo estágio, mas estamos quase lá. Nos últimos anos, veículos da mídia deram espaço àqueles que questionavam o impacto da emissão de gás carbônico na temperatura terrestre. Em seu provocante livro Heat, o ativista britânico George Monbiot argumenta que grande parte desses céticos expostos pela mídia estava agindo em nome de empresas do setor de energia, interessadas em desmoralizar a tese de aquecimento causado pela ação do homem. Mas hoje a situação é outra. Quem ainda diz que o aquecimento global decorre de fenômenos naturais precisa trazer elementos muito mais convincentes para merecer espaço na mídia, pois chegamos a praticamente um consenso mundial, que inclui até mesmo os Estados Unidos. Todos aceitam que os gases do efeito estufa estão aquecendo a Terra, o que se discute agora é o que fazer para combater isso.

Campanhas são importantes, e há quem as incorpore ao jornalismo. O jornal The Independent tem feito há muito um jornalismo engajado na área do meio ambiente, o que faz sentido para o tipo de produto que é. Mas a BBC, por mais que o assunto exija urgência, não pode tomar partido em um assunto que ainda desperta tanta discussão. O que pode, e deve, é manter o tema como prioridade. Por isso, nesta semana o Serviço Mundial, do qual faz parte a BBC Brasil, está transmitindo uma série de reportagens especiais sobre aquecimento global. Uma pesquisa mundial, feita inclusive no Brasil, mediu a disposição das pessoas (ou a falta da mesma) em mudar seu estlio de vida para aliviar a pressão sobre o meio ambiente. Nosso repórter Eric Camara está em Bangladesh visitando comunidades que vivem em uma área arriscada a desaparecer do mapa por causa do provável aumento do nível dos oceanos. Estaremos ainda acompanhando de perto as próximas reuniões internacionais sobre o tema, na semana que vem, na Espanha, e em dezembro, na Indonésia.

Aquecimento global é um dos principais desafios do mundo na atualidade e continuará na pauta de toda a imprensa nas próximas décadas. A BBC não fará campanha, mas seguirá dando todo destaque possível ao assunto, mostrando as regiões ameaçadas, ouvindo populações atingidas e divulgando as conclusões dos cientistas. No momento, segundo eles, há muito o que fazer e poucas razões para otimismo.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 08:14 PM em 06 nov 2007, alfredo machado escreveu:

    Sobre o assunto, certamente o sr. Rogério Simões teve aportunidade de ver o documentário "a farsa do aquecimento global",no qual fica explícito,e de modo bastante claro,em função da expertise dos cientistas entrevistados, que o grande responsável pelos efeitos climáticos que tanto "preocupam" os especialistas é o SOL, lá descrito como um tigre completamente indomável, o resto são interesses diversos de muitos que resolveram seus problemas de manutenção sob o mote do "aquecimento global", fazendo previsões que NUNCA se confirmam, até mesmo as mais simples, como as de consumo de água -o planeta vai ficar sem água em 2015,et.etc.., e quem discorda desse ideário é ,de imediato, considerado um herege, daí o silêncio cordato da mídia internacional, onde também vicejam inúmeros "especialistas" em aquecimento global.Até o IPCC é repleto de falhas no seu escopo,não fosse ele um dos muitos cabides de emprego patrocinado pela ONU.

  • 2. às 08:57 PM em 06 nov 2007, Alessandro Cavalcante escreveu:

    "Não é função da BBC salvar o planeta". Concordo é função de todos nós! Inclusive da BBC e de todos que fazem esse jornal, essa midia. Vocês tem força por isto deveriam sim levantar essa bandeira, porque o mundo está aí sendo acabado, estamos acabando com o mundo e alguém lá no futuro vai falar: "Era a nossa função salvar o mundo", e será tarde demais! Quanto tempo mais esse planeta aguenta? 200 anos? 100 anos? Ah...mas não estaremos mais aqui? Como você sabe? Você acredita em reencarnação? E se não estivermos estarão nossos entes queridos, nossa futura geração que não conheceremos mas que graças a nós estarão aqui...até algum dia acharmos um outro lugar para morar e se esse lugar não existir ao menos fizemos tudo para salvar este...Um forte abraço a todos!

  • 3. às 09:03 PM em 06 nov 2007, Giulianno escreveu:

    Você vai deixar seu carro em casa? Por que não deixou hoje? Está esperando uma convocação oficial? O problema não é o aquecimento global, é a superpopulação do planeta. O aquecimento global é a solução, não desejada, mas inevitável. Porque ninguém vai deixar o carro em casa a não ser que seja obrigado a isso. O futuro vai ser bastante interessante!

  • 4. às 10:23 PM em 06 nov 2007, Bernardo escreveu:

    Primeiramente, gostaria de parabenizar a BBC pela iniciativa.
    Acho importante ressaltar a tamanha aram político-econômica que se tornou o Aquecimento Global. Hoje, ele é usado para conseguir status internacional, principalmente frente a ONU e como desculpa para abandonar combustiveis fósseis ao utilizar o ambientalismo como arma contra a OPEP. Outra questão relevante é o excesso de "imaginação" dos ambientalistas que atribuem fenômenos ao Aquecimento Global de forma irresponsável visando status pessoal ou até recompensas financeiras(ex:relaciona-lo a terremotos)
    Logo, acho necessário que haja imparcialidade sobre esse assunto para que possamos chegar à verdade dos fatos.

  • 5. às 11:56 AM em 07 nov 2007, Samuel Xavier escreveu:

    Há muita discussão e muitos rumores não confirmados. O aquecimento global está virando sinônimo de mais popularidade pras fontes de notícias, muito se fala sobre o assunto mas se fala pouco sobre a participação de cada um nessa história.
    "...ninguém vai deixar o carro em casa a não ser que seja obrigado a isso..." Típico pensamento egoísta brasileiro, porque se preocupar se não afetou minha vida ainda?...

  • 6. às 12:34 PM em 07 nov 2007, Claudir escreveu:

    Estas afirmativas de que lugares que nunca antes sofreram tempestades, inundações, estão passando por isso, são inconsistentes na medida em que no tempo geológico nosso planeta foi moldado em cima de catástrofes (terremotos, vulcões, inundações inimagináveis, asteróides, etc.). E estas catástrofes continuam acontecendo!! Só que a população aumentou e a mídia atualmente é "on line". Acontecimentos semelhantes ocorridos no início/meados do século passado (50 - 60 anos atrás) não possuíam o caráter emotivo atual pois eram simplesmente relatados (sem imagens), ficando o acontecido no imaginário dos ouvintes. Desta forma, a mídia deve ter cuidado ao assumir o papel de "defensora do meioambiente", pois o clima em nosso planeta sofre outras influencias (tempestades solares, passagem por zonas mais quentes do universo, alinhamento de astros, etc.)além destes fatores intrínsicos aos quais se apegam os ambientalistas. Leis básicas da física e da química são esquecidas!!! Propositalmente ou por ignorância?? Galileu, há poucos séculos quase foi queimado vivo por questionar o heliocentrismo!! Para salvar-se teve que renunciar à suas idéias e conhecimentos...

  • 7. às 07:13 PM em 08 nov 2007, Wilson R Correa escreveu:

    O grande teatrólogo brasileiro, Nelson Rodrigues, já escreveu: toda unanimidade é burra. A manipulação das massas, desde Josef Goebbels até Bush Filho, é instituto de ampla utilização no dia-a-dia da sociedade, seja no ambiente interno das empresas para mobilizar funcionários quanto aos benefícios de algum programa de qualidade ou reengenharia organizacional, seja na mobilização do público contra algum inimigo externo comum, que pode até ser fictício. A manipulação das massas promovida por Bush Filho, por exemplo, serviu ao solapamento das instituições democráticas nos EUA, com a validadação da tortura e as perdas do direito ao habeas corpus, ao benefício da inocência presumida diante da inexistência de prova em contrário e ao direito ao julgamento justo. A manipulação das massas, ora presente na promoção midiática do aquecimento global serve a vários interesses aos quais ao longo do tempo vão se somando outros mais: (a) ao interesse na préconfiguração de um governo mundial e ao fortalecimento da ONU, destroçada pelos arroubos militaristas de Bush Filho e incapaz de contê-los na invasão do Iraque; (b) lança bases à nova candidatura ao governo dos EUA por Al Gore - o mesmo que declarou, quando vice de Clinton, que o Brasil deve abandonar pretenções de propriedade incondicional da Amazônia “se continuar demonstrando” não possuir condições de promover sua gestão ambiental; (c) serviu ao interesse de retirar da pauta de discussões e deixar no esquecimento o caso de desvio de recursos da ONU, promovido pelo filho de Kofi Annan, o mesmo ex-Secretário Geral que, em parceria com Al Gore, defendeu a prevalência de interesses internacionais e a intervenção da ONU na Amazônia em face de razões ambientais; (d) serve aos interesses dos EUA em sua preparação para tomada e gestão da Amazônia, adiada com a não aprovação no Congresso Brasileiro da cessão, ao governo norte-americano, da Base de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, suspeitamente explodida durante o primeiro mandato de Lula; esse evento tem possibilidade não mais remota ainda que por outras vias, diante não somente do valor econômico da água e da escassez que dela se prenuncia (a amazônia é a maior reserva de água doce do mundo), mas também da situação crítica de socialização constitucional da Venezuela e de ampliação das negociações de petróleo venezuelano com a China, cujas reservas ainda são computadas como reservas estratégicas norte-americanas de petróleo (deve ser lembrado que os EUA têm bases militares ao redor de toda a Amazônia, na Guiana, na Colômbia, no Equador e, recentemente, em instalação na região do Chaco, no Paraguai, a cerca de 50km do aquífero Guarany; a base de Alcântara completaria o cerco e há especialistas que especulam que ali seriam não somente lançados foguetes para instalação de satélites no espaço, mas também instaladas ogivas nucleares para “a proteção da Amazônia”; (e) serve à distribuição não-contingenciada de recursos financeiros públicos anuais à pesquisa climática, antes esquecida, não somente no Brasil quanto nos países da OCDE, onde já teria sido multiplicado em vinte vezes o montante de recursos anuais destinados; (f) serve ao desenvolvimento dos negócios e investimento privados em produtos e serviços limpos e na neutralização de carbono lançados na atmosfera, em mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL do protocolo de Kyoto) e investimento públicos e privados a serem realizados nos próximos dez a vinte anos, e estimados em valores entre 3 a 5% anuais do PIB mundial, conforme Relatório STERN (The Economics of Climate Change).
    Conforme expressa Dra. Juliana Ramalho, pesquisadora do Laboratório de Climatologia Geográfica da UnB Universidade de Brasília (disponível em https://www.secom.unb.br/entrevistas/tv1007-03.htmUNB-SECOM, em 15out2007), “ainda que estejamos passando por mudanças climáticas, elas não significam necessariamente um aquecimento global, pois algumas regiões do planeta sofrem resfriamento ... Algumas variações são consequência de cliclos naturais da Terra (existem ciclos que duram cinco anos, outros que levam 30 anos, 40 mil anos, etc), e tudo indica que nós estamos em um períodode transição, que é sempre conturbado – com furacões, secas em alguns lugares e muita chuva em outros. De acordo com os nossos dados (do Laboratório de Climatologia Geográfica da UnB), nós estaríamos no final de um cliclo chamado Oscilação Decadal do Pacífico (ODP). Ele é similar ao El Niño e à La Niña, mas estes ocorrem em um período de seis meses a um ano, enquanto a ODP dura de 10 a 30 anos. Nós devemos estar no fim de um desses ciclos de 30 anos. Se você pegar matérias de jornais e revistas dos anos 1970, vai ver que as manchetes diziam que o mundo estava congelando. Logo na década seguinte, já começou o período de aquecimento ... Sempre se deu mais dinheiro para pesquisa falar da catástrofe. Aqui mesmo no Brasil existe um grupo de pesquisadores cujos órgãos ganham recursos porque alardeiam. Nós observamos isso nos congressos. Quem tem mais projetos aprovados e viaja para o exterior são aqueles que preservam aessa visão catastrófica. Os mais ponderados não ganham nada. É curioso, porque, teoricamente, o governo deveria ter interesse nesse tipo de projeto, pois a situação não estaria tão ruim para ele. Só que nós propomos ações mais locais. Quando se fala no global, fica tudo meio solto, no plano das idéias, do ‘vamos ver, vamos fazer’ ... Essa tese [do aquecimento global] vem do hemisfério norte, onde estão os países com maior poder econômico, que conseguem fazer e divulgar suas pesquisas. O problema é que a maioria das estações metereológicas de lá está sofrendo um efeito chamado ‘ilha de calor’. Quando foram construídas, por volta dos anos 1850, 1890, elas ocupavam terrenos descampados. Só que as cidades cresceram em volta das estações. O asfalto e o concreto, consequentmente, aumentaram a temperatura das cidades, que elevaram as temperaturas registradas pelas estações. Isso pode causar uma distorção dos dados que dá a entender que o planeta todo está se aquecendo ... Além do mais, o que acontece no hemisfério norte pode não estar acontecendo no hemisfério sul ... Se tivesse que estabelecer um percentual, eu diria que 60% das mudanças climáticas devem-se a ciclos naturais e apenas 40% decorre das ações do homem – e ainda estou alorizando muito a ação humana. A partir disso, é possível diezer que, se nós continuarmos com esse padrão de ocupação, a temperatura vai aumentar, só que localmente. O desconforto na cidade vai ser sempre maior. Mas não se pode afirmar que o mesmo vai acontecer em escala globa. Como eu disse, alguns dados mostram que o mundo passa por um período de resfriamento – o que, para a agricultura, por exemplo, é pior, porque diminui a quantidade de chuvas ... Existe uma questão filosófica por trás de todo esse assunto. O homem tem manifa de querer controlar tudo, e, quando se vê confrontado com a impossibilidade de controlar o clima (e nós realmente não podemos), surgem essas idéias. Nós fazemos a previsão do tempo, mas não pdoemos impedir a chuva. Talvez isso se deva à tentativa de se livrar dessa sensação de impotência, sentindo-se um pouco mais no controle da situação. O segundo relatório do IPCC diz isso: ‘O que nós podemos fazer para reverter essa situação’. No primeiro relatório, a situação era irreversível. Já no segundo, nós podíamos fazer alguma coisa ... (ainda sabemos) muito pouco sobre o clima. O difícil é assumir isso. Os pesquisadores ainda não sabem direito porque não se forma um cliclone no hemisfério sul e, contudo, se formou o Catarina. Nós só temos hipóteses. A radiação solar também é algo que precisa ser mais pesquisado. Precisamos ainda entender a influência dos vulcões. Quando um vulcão lança cinzas, ele pode mudar a temperatura de uma parte de um planeta por até dois anos. Então, de fato, a gente sabe muito pouco ...”

    Quanto a mim, creio que a BBC tem e merece o respeito e reconhecimento de todos, e que poderia ter papel ainda mais democrático e de interesse público caso abrisse espaço não somente para o auto proclamado “lado unânime” dos debatedores da questão do aquecimento global, mas também para o outro lado, daqueles que, igualmente cientistas e pesquisadores, têm sido omitidos e massacrados, em nome de uma unanimidade fictícia, por negarem-se a participar desse grande negócio e por se perguntarem quem estaria ganhando com isso? Para matérias a respeito, sugiro entrevistarem o cientísta pesquisador do CERN, o maior centro de pesquisa do mundo, J. Kirbky, que publicou em 2004 o trabalho “The glacial cycles and cosmic rays”, juntamente com outros cientistas A. Mangini, daUniversidade de Heidelberg, Alemanha, e R.A. Muller, da Universidade de California. Edouard Bard, do College de France e da Université de Aix-Marseille, e Martin Frank, do Institute Leibnitz da Universidade de Kiel, Alemanha, escreveram o importante “Climate change and solar variability : what’s new under the sun ? “
    Grato pela atenção e oportunidade.

  • 8. às 12:44 PM em 09 nov 2007, joão áquila escreveu:

    ainda bem que a imprensa acordou para o problema!

  • 9. às 11:43 PM em 09 nov 2007, Gildcley Mendes escreveu:

    A culpa é de quem?

    Minha, por que moro em Recife e a cidade tem a temperatura média de 30ºC e uso ar-condicionado na minha casa? Minha, por que tenho que andar de carro por que se usar o ônibus em minha cidade gasterei três vezes mais tempo para chegar em meu trabalho? Minha por que não existe coleta de lixo seletiva na minha cidade?
    Minha por que o preço do diesel é relativamente menor do que a gasolina ou o álccol? espera um pouco!!! quem pode/deve resolver os problemas bota a culpa inteiramente em mim??? Sei que todos tem responsabilidades, porém em uma escala, será que tenho mais culpa do que multinacionais e governos? Não sou contra os ambientalistas e cientistas. Acho que sim, tem que se saber o que causa tudo isso, mas culpa o cidadão comum!! "pera lá". Quanto nossa querida mídia... bem não sei se é tão legal ver o Vinícuis Donola todo Domingo no Fantástico dizendo o que devo fazer para salvar o planeta. Imparcial ninguém é. Porém cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

  • 10. às 11:10 AM em 12 nov 2007, Roberto escreveu:

    Acho que a BBC deveria tomar a questão como bandeira, umavez que ela se refere à humanidade.

    Me parece grave a posição de omissão que a mídia tem assumido no mundo.
    Acredito que pela primeira vez na história a mídia pode se posicionar sem correre o risco de errar.

    Não há uma postura política defensável a ser buscada fora da urgência de uma definição global sobre o problema: é uma questão de sobrevivência humana. Trata-se pois de uma postura em defesa do humanismo puro - se é que podemos conceituá-lo assim.

  • 11. às 04:34 PM em 12 nov 2007, Natalia escreveu:

    A verdade é que TODOS somos, sim, responsáveis pela situação em que o planeta se encontra. Cada um tem sua porcentagem de culpa, multinacionais e governos muito mais do que cidadãos comuns, claro. E, no ritmo em que as coisas estão, dificilmente é possível fazer mudanças radicais em nossas vidas. A humanidade aos poucos adotou um ritmo de vida em que muitas vezes fica impraticável ser "ambientalmente" corretos. Moro a 70km do meu trabalho, e não posso fazer esse trajeto diariamente de bicicleta, por exemplo.
    Ainda assim, acredito que mesmo pequenas coisas, feitas por TODOS, fazem uma diferença interessante, e, ainda, mostram o respeito que temos pelo maravilhoso Lar que nos dado.

  • 12. às 05:27 PM em 13 nov 2007, Lyndon Johnson do Nasc. escreveu:

    De certa forma esse assunto na mídia é evidenciado devido sua abrangência, ou seja, dá audiência, e isso é o que a imprensa mais procura. Inúmeros fatores que prejudicam o nosso dia-a-dia não são nem mensionados, não dá audiência, não há interesse. A mídia tem o poder de manipular, devido a vulnerabilidade intelectual das massas, usa do sensacionalismo e enquadram as mentes destes em bitolas. Não quero dizer que o aquecimento global não tenha relevancia, mas isso é um "prato cheio" para a imprenssa (mídia. Aquecimento global, a mídia agradece!

  • 13. às 06:52 PM em 20 nov 2007, Alda Inacio escreveu:

    Meu samigos, seja ou não verdade que as catástrofes mundiais estão destruindo o planeta e vão se ampliar, é nossa obrigação preservá-lo, pois nada é eterno neste mundo. Coloque no lugar do planeta a sua casa, se você começar a tudo desarrumar, quebrar e nunca renovar, um dia ela se acaba e você vai morar onde? Compras uma outra casa? Acontece que não é possível comprar outro planeta, portanto, aqueles que sacodem os ombros para tudo serão testemunha do que seja catástrofe ainda não vista. Plante uma árvore, ande de bicicleta, cultive o bem e você verá a diferença. Abraço, Alda Inacio

  • 14. às 10:17 PM em 20 nov 2007, JORENE escreveu:

    ESTA CAMPANHA DO AQUECIMENTO GLOBAL ME LEMBRA A DO DESARMAMENTO NUCLEAR NOS ANOS 70-80 QUE DEU EM NADA, MAS RENDEU NOTÍCIA PARA A MÍDIA. É MUITA INGENUIDADE ACHAR QUE PLANTANDO ÁRVORES POR AÍ AFORA VAMOS MUDAR O CLIMA DO NOSSO PLANETA. O QUE ESTÁ ORQUESTRADO É A DOMINAÇÃO DO MUNDO PELA ONU(LEIA-SE OS SETE GRANDES) USANDO-SE O MEDO COMO MOTE. SERIA DIVERTIDO VER O BRASIL CRIANDO ONGS PARA DIRECIONAR POLITICAS NOS PAÍSES DO HEMISFÉRIO NORTE. E DE UMA VEZ POR TODAS, O IPCC NÃO É FORMADO APENAS POR CIENTISTAS COMO ESTÃO QUERENDO VENDER AOS TROUXAS E NÃO EXISTE CONSENSO NA CIÊNCIA COMO DIZ O IPCC. BOM LEMBRAR QUE A INGLATERRA SEMPRE ESTÁ POR TRÁS DESSAS MEGA-ONGS QUE VISAM AFRICANIZAR O BRASIL.

  • 15. às 08:50 PM em 21 nov 2007, fabianodasilveira escreveu:

    isso é uma coisa muito triste
    sera quando vamos acabar com o aquecimento global? se continuar se continuar como esta vai piorar.

  • 16. às 11:27 AM em 22 nov 2007, Luís da Velosa escreveu:

    O globo está aquecido? Está, sim. Mas, muito cuidado, muito mesmo, com os alarmistas de plantão, com fome e sede de mufunfa.
    A poluição do "domínio" (a qualquer custo, inclusive com ameaças oportunistas) é a pior. Esta, se não tomarmos uma "providência", vai acabar com todos os viventes.

  • 17. às 06:06 PM em 23 nov 2007, Sérgio Maceil escreveu:

    A BBC, ao ficar em cima do muro nesse assunto está prestando um desserviço à população. Essa atitude transforma um assunto importante em só mais uma possibilidade de vender jornais e revistas. Vamos ser responsáveis e pensar simplesmente em qualidade de vida. Sem clichês, modas ou EcoChatisses temporárias.
    Destruição do meio ambiente, poluição, consumo irresponsável não combinam com Civilidade!!! É isso que temos que ter em mente. O resto é tragédia, banalidade e interesses menores.

  • 18. às 08:43 AM em 24 nov 2007, Carlos Mellinger escreveu:

    Os cientistas não têm a mínima idéia do que está acontecendo com o clima do planeta. Certamente sabem quanto ganham por espalhar terror. Claro que todos devemos respeitar a natureza, mas é ridículo sermos vítimas de sensacionalismo e, ainda piór, aumento de preços constantes. Interessante ver empresas petroleiras e revendedoras de combustíveis, empresas aéreas e outras tantas, incluindo as que iam muito 'mal das pernas', se beneficiando desse terrorismo global, baterem recordes históricos de lucros.

  • 19. às 05:27 PM em 29 nov 2007, Camila Ribeiro escreveu:

    aquecimento global é o fim do mundo,
    quando as pessoas pensavam que o fim do mundo não ia chegar, chegou mais rapido do que pensavamos

  • 20. às 03:42 AM em 04 dez 2007, Fernando escreveu:

    Endosso o post do Alredo Machado.
    Certamente o autor do artigo já pesquisou sobre o tema e não está sendo levado por uma onda. Creio que no mínimo conhece a oscilação da radiação do sol, e seus efeitos sobre a Terra, bem como a variação dos fenômenos La Nina-El Nino inclusive em funcão da Oscilação Decadal do Pacífico.
    Admira-me que a BBC permita que se use opiniões em seu nome em seu site na internet, ainda que diga que não a endosse.

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