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Obama diz que uso de força na Líbia é 'inaceitável'
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O presidente norte-americano Barack Obama condenou a supressão violenta dos manifestantes anti-governo na Líbia descrevendo
as acções das autoridades como "escandalosas e inaceitáveis".
Obama disse que o mundo precisava de falar "a uma só voz" e revelou que os Estados Unidos estavam a estudar opções de acção em consulta com os seus aliados. A discursar em Washington, Obama disse que era tempo de pôr fim à violência: "O sofrimento e o banho de sangue é um escândalo e inaceitável; como o são as ameaças e as ordens dadas para atirar sobre manifestantes pacíficos e punir o povo líbio. Estas acções violam as normas internacionais e todas as normas de decência. A violência tem que parar." Receios As palavras de Barack Obama chegam num momento em que o Coronel Muammar Gaddafi tenta manter o controlo da região oeste da Líbia e da capital, Tripoli. Os manifestantes da oposição - apoiados por muitas forças governamentais que entretanto desertaram - consolidaram o seu controlo sobre o leste do país. Mas da capital, chegam relatos de residentes com medo de saír de casa, por recearem serem abatidos a tiro pelas forças governamentais. Apesar da dificuldade em determinar um número exacto de vítimas, devido às restrições impostas ao exterior, a organização Human Rights Watch diz estimar em trezentos o número de mortos, enquanto que a Federação Internacional dos Direitos Humanos coloca a fasquia em sete centenas. Cabeças cortadas Nos portos e aeroportos da Líbia são milhares os estrangeiros que continuam a tentar fugir. Nas fronteiras com a Tunísia e o Egipto a afluência também é bastante grande, na sua maioria de tunisinos e líbios. Alguns deles relataram à BBC o que tinham testemunhado em Tripoli: "Há pessoas a morrer minuto a minuto, e quando as pessoas estão feridas e são enviadas pelas famílias para o hospital, os militares de Gaddafi cortam-lhes a cabeça. Por favor, precisamos de ajuda!" "Tripoli está deserta, é um cenário apocalíptico porque há tiroteios e insegurança, em especial na baixa de Tripoli". Sanções A secretária de estado norte-americana Hillary Clinton sublinhou que os responsáveis pela violência contra civis na Líbia devem ser levados à justiça, enquanto que em Bruxelas, a União Europeia está a considerar a imposição de mais sanções. Em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU Ban ki-Moon também avisou contra a possibilidade de um inquérito a violações dos direitos humanos e disse estar preocupado com a situação humanitária, apelando aos países vizinhos da Líbia, no norte de África e na Europa, que não deportassem migrantes líbios em fuga do seu país. Apesar de em vários pontos da Líbia se continuarem a registar confrontos entre facções pró e anti-governo, nas cidades de Benghazi e Tobruk, no leste do país, assisitiram-se a cenas de júbilo entre manifestantes anti-governo, que correspondentes descreveram como uma enorme festa. Apesar das ameaças, os manifestantes dizem estar a planear para sexta-feira a primeira acção de protesto coordenada em Tripoli. |
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