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Gaddafi aparece na TV para provar que está na Líbia
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O líder líbio, Muammar Gaddafi, negou notícias de que teria fugido do pais, descrevendo-as como "rumores maldosos" espalhados
por "canais de ódio".
A televisão estatal líbia mostrou imagens de Gadaffi, a saír de um carro junto a um prédio em ruínas, empunhando um guarda-chuva, após o qual se dirigiu às câmaras para enviar uma breve mensagem: "Estou satisfeito porque esta noite falei à juventude na Praça Verde, mas acabou por chover - graças a Deus, pois é um bom sinal. Fui lá esclarecer-lhes que estou aqui em Tripoli e não na Venezuela. Não acreditem nesses canais de TV. São uns cães. Adeus", disse. Paradeiro A mensagem de Gaddafi chega depois de notícias, que o próprio ministro britânico dos negócios estrangeiros William Hague diz ter rcebido, sugerirem que o líder líbio estaria a caminho de Caracas. Antes o novo Comité Geral de Defesa nomeado pelas autoridades afimrou que as suas forças iriam "limpar" a Líbia de elementos anti-governo. Um comunicado emitido por aquele organismo do Estado descreveu os manifestantes como "gangues terroristas compostos maioritariamente por jovens confusos" e manipulados a quem teriam sido dadas "substâncias halucinogénicas" por pessoas com motivações vindas do estrangeiro. Entretanto os diplomatas líbios reunidos nas Nações Unidas em Nova Iorque, apelaram a uma intervenção da comunidade internacional para estancar a forma violenta como as autoridades na Líbia estão a actuar sobre os manifestantes. 'Genocídio' O vice-representante permanente Ibrahim Dabbashi afirmou que os líbios precisavam de protecção urgente contra o que chamou de genocídio e pediu ainda que o Coronel Gadaffi seja julgado. Em declarações à BBC, o mais alto diplomata líbio nos Estados Unidos, o chefe de missão Ali Aujali, disse estar do lado dos manifestantes e que já não estava em condições de representar o seu governo: "Tenho estado a acompanhar muito de perto o que se está a passar na Líbia. Quando vejo pessoas a serem mortas diariamente e metralhadoras a serem usadas contra elas; trata-se de pessoas inocentes, que apenas querem expressar os seus direitos, e a forma como o governo está a gerir a crise é, no meu entender, inaceitável", afirmou. "Estou no serviço diplomático há quarenta anos, mas não quero acabar a carreira a representar um governo que mata os seus cidadãos de uma forma tão selvagem", acrescentou. Resposta internacional O diplomata disse ainda que estava desiludido com a comunidade internacional e apelou aos governos estrangeiros que olhassem para além dos seus interesses pessoais: "Ainda não ouvi nenhuma voz forte, para ser sincero. Infelizmente há calculismo na tomada de posições em termos de ganhos e perdas e os governos estão a ser cuidadosos com os seus interesses. A voz da comunidade internacional deve ser forte, não apenas quando os seus interesses estão em jogo", sublinhou Aujali. Entretanto a secretária de estado norte-americana Hillary Clinton disse que os Estados Unidos condenavam profundamente a violência na Líbia e afirmou "ser tempo de parar este derrame de sangue inaceitável". Já o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon disse estar "chocado" com notícias de que as autoridades líbias terão atacado os manifestantes com aviões de guerra, frisando que tal constituia uma séria violação da lei humanitária internacional. |
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