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Início positivo para referendo do Sul do Sudão
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No Sudão está a decorrer desde domingo o referendo sobre a independência do Sul em relação ao Norte.
A votação foi alvo de uma adesão em larga escala. Os sudaneses do Sul do Sudão, que residem no norte do país, também votaram mas o ambiente foi mais contido. O escrutínio prolonga-se durante mais cinco dias. O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mostrou-se satisfeito com a forma como decorreu o primeiro dia de votação Muito antes do dia nascer, os sudaneses do sul já aguardavam a sua vez para votar no referendo sobre a independência do norte. De um modo geral, espera-se que a votação de uma semana resulte na divisão do maior país do continente africano. O Presidente da região autónoma do Sul do Sudão, Salva Kiir, disse que se tratava de um momento muito especial para a região: "Este é um momento histórico que o povo do sul do Sudão tem estado à espera." A votação sobre a independência do norte foi estabelecida no acordo de paz de 2005 que pôs fim a duas décadas de guerra civil entre o norte e o sul do país. Acordo Os líderes do norte, que é maioritariamente muçulmano, prometeram permitir a formação pacífica de um novo país no sul, onde a maior parte das pessoas são cristãs ou seguem as religiões tradicionais. O ambiente da votação no Sul do Sudão foi de festa, com pessoas a acenarem bandeiras, outras a dançarem e a tocarem música. Veronique De Keyser, que lidera a equipa de observação da União Europeia, disse aos jornalistas em Juba que a votação começou da melhor forma: "Não posso avaliar toda a votação, mas por aquilo que pude observar, há uma grande expectativa junto das pessoas. Em segundo lugar, está muito bem organizada." Outro dos observadores foi o antigo Presidente norte-americano, Jimmy Carter, que se mostrou optimista: "Nos últimos dias, as probabilidades de conflito depois da votação foram bastante diminuídas, portanto agora há uma aceitação geral no norte e sul que se a votação para a independência ganhar será aceite de forma pacífica." Violência No entanto, o período que antecedeu a votação foi marcado por um ataque de rebeldes contra os militares do sul do Sudão. Há também informações de confrontos entre os sudaneses do sul e os nómadas árabes sobre os sireitos sobre gado na disputada região de Abyei, rica em petróleo. Mas o antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que está em Abuja, disse que os sudaneses querem paz: "A maior parte de pessoas que contactámos querem evitar o conflito e a guerra. Elas assistiram a demasiadas guerras e estão cansadas e devemos ter expectativas positivas e encorajá-las." "A guerra e o conflito não são a única opção. A história diz-nos que as antipatias entre os povos não duram para sempre e que inimigos conseguem alcançar a paz e isso deve acontecer também aqui no Sudão." Os resultados oficiais do referendo só devem ser anunciados dentro dum mês, em parte devido às dificuldades de logística. É preciso reunir os boletins de voto de uma região do tamanho da França e Alemanha, que não tem estradas pavimentadas de ligação entre localidades. |
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