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Última actualização: 18 Janeiro, 2010 - Publicado às 04:03 GMT
 
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Aires Aly é o novo Primeiro-Ministro de Moçambique
 

 
 
Foi empossado o novo Governo de Moçambique, depois da esmagadora vitória da Frelimo, nas eleições de Outubro.

A grande novidade foi a nomeação como Primeiro-Ministro de Aires Aly, em substituição de Luísa Diogo, agora no Parlamento.

Na chefia dos restantes pelouros mantem-se a maioria dos antigos membros de Governo.

Aires Aly foi no último Governo responsável pela pasta Educação e Cultura e antes disso Governador de Niassa, província do norte do país de que é natural, e de Inhambane, no sul.

Formado na área da educação, Aires Bonifácio Aly era, na verdade, tido como um outsider na corrida há já algum tempo inciada pela sucessão de Luísa Diogo.

O nome mais propalado como o principal candidato a tomar o lugar daquela que chegou a constar das listas das mulheres mais influentes do mundo foi, durante um largo período, o do então Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Quereneia.

Visto como o delfim de Armando Guebuza, o jovem Cuereneia não terá, na recta final, colhido pontos suficientes para merecer tal honra, mantendo-se entretanto no cargo anterior.

Isso significa que, à semelhança dos seus colegas que agora regressam ao governo, terá de renunciar o assento de Deputado que há dias assumiu na Assembleia da República.

Prós e contras

A BBC pediu, a este propósito, a análise jornalista Ericino de Salema, que se referiu a algumas revelações feitas na imprensa que terão 'beliscado' a reputação de Cuereneia, mas não só.

"Na própria Frelimo há vozes que afirmam que Cuereneia é um bom técnico mas não é político," disse de Salema.

Quanto a Aires Aly, o nosso entrevistado falou de alguém "aberto, ponderado e dialongante, apesar do seu desempenho como Ministro da Educação não ter sido muito bom."

Dos vinte e nove titulares do novo executivo, vinte e dois foram Ministros no último Governo de Guebuza.

Manuel Chang continua a chefiar a pasta das Finanças, José Pacheco a do Interior, Aldemiro Balói a dos Negócios Estrangeiros e Filipe Nyussi a da Defesa Nacional.

De entre as novas caras, destaque para o conhecido escritor Armando Artur, nomeado Ministro da Cultura.

As escolhas de Armando Guebuza acabam, na realidade, por ser um voto de confiança na maioría do homens e mulheres com que trabalhou no Conselho de Ministros nos últimos cinco anos.

É, na verdade, a continuidade a falar mais alto do que a renovação, dois conceitos que, nas suas escolhas e percurso pós-monopartidarismo, têm sido a bandeira do partido no poder, a Frelimo.

"Os moçambicanos têm muito a exigir deste Governo, que não pode dizer que necessita de tempo para estudar os dossiers. Os cidadãos têm razão de exigir maior celeridade na resolução dos seus problemas, mais progressos nas áreas dos direitos humanos, justiça e despartidarização do estado," disse-me o analista político Egídio Vaz.

As nomeações contidas nos despachos presidenciais assinados por Armando Guebuza abrangeram ainda os cargos de Vice-Ministros e Governadores Provinciais.

Neste último caso, de destacar a indicação de três mulheres, algo sem precedentes em Moçambique.

 
 
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