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Última actualização: 11 Janeiro, 2010 - Publicado às 11:52 GMT
 
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Jogo do CAN em Cabinda termina sem incidentes
 
Selecção de futebol do Togo
Realizou-se o primeiro jogo de futebol do CAN em Cabinda.

O jogo entre o Burkina Faso e a Costa do Marfim acabou sem golos e também sem nenhum incidente.

Isto, três dias depois de um ataque, por rebeldes, que provocou três mortos na comitiva da selecção do Togo.

Era suposto o Togo jogar com o Ghana, em Cabinda, hoje, mas o jogo foi cancelado. O Togo retirou-se do torneio.

O governo do Togo pediu à selecção para ficar no país para se juntar à população nos três dias de luto pelos nacionais mortos no ataque.

O primeiro-ministro do Togo, Gilbert Houngbo, explicou que temia pela segurança da sua equipa, depois do ataque de sexta-feira.

 Quero reiterar o meu apelo à comunidade internacional para que possamos combater estes elementos
 
Bento Bembe, ministro angolano

As bandeiras do Togo estão a meia haste por todo o país e Gilbert Houngbon declarou que hoje era um triste dia para o futebol do país.

Esmagar os rebeldes

Entretanto, Angola disse que pretende esmagar o grupo rebelde de Cabinda conhecido como FLEC, considerado pelas autoridades angolanas como o grupo responsável pelo ataque de sexta-feira.

António Bento Bembe, um ministro angolano que já pertenceu à FLEC, pediu que seja emitido um mandado de captura contra o líder rebelde, Nzita Tiago, que se encontra a residir em França.

"Quero reiterar o meu apelo à comunidade internacional para que possamos combater estes elementos, persegui-los, e emitir um mandato de captura internacional da mesma forma que se faz para operacionais da al-qaeda", disse Bento Bembe.

Antes, as autoridades angolanas disseram ter prendido dois suspeitos que crêem terem estado envolvidos no ataque à selecção do Togo.

A Rádio Nacional de Angola disse que dois suspeitos foram presos em Cabinda - onde o autocarro da selecção do Togo foi atacado na sexta-feira.

Há muitos anos que Cabinda é palco de uma insurgência de baixa intensidade.

Imagem do CAN ameaçada

O motorista do autocarro e dois funcionários da Federação Togolesa de Futebol foram mortos e a selecção regressou ao Togo.

O ataque ensombrou o início da Taça de África das Nações, CAN 2010, um torneio continental importante tanto para Angola, que recupera de décadas de guerra, como para o futebol africano, em antecipação ao Campeonato Mundial, que arranca em Junho na África do Sul.

A selecção togolesa foi atacada por homens armados poucos minutos depois do autocarro em que viajava ter atravessado a fronteira da República do Congo com o enclave de Cabinda.

FLEC-PM reivindica ataque

Uma facção separatista de Cabinda, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda - Posição Militar, FLEC-PM, reivindicou a acção - que se prolongou por cerca de 30 minutos.

Há quem questione o facto de Angola ter escolhido Cabinda como um dos quatro locais para o CAN 2010.

A província está separada do resto do território angolano por uma parte da República Democrática do Congo.

 Trata-se de uma parte de Angola que continua perigosa
 
Alex Vines, analista político

Mas os togoleses foram também criticados por terem decidido viajar de autocarro para Cabinda - atravessando áreas onde se sabe que os rebeldes permanecem activos.

Virgílio Santos, do Comité Organizador do CAN 2010, COCAN, disse que todas as selecções haviam recebido instruções explícitas para não viajarem por estrada.

Alex Vines, do grupo de análise política, Chatham House, disse à agência de notícias Reuters que o Togo não fizera uma avaliação dos riscos.

"Os sinais estavam todos presentes - o problema com os togoleses foi que não fizeram a devida avaliação dos riscos. Trata-se de uma parte de Angola que continua perigosa," disse Vines.

Cabinda realiza esta segunda-feira a sua primeira partida do CAN 2010, com a Costa do Marfim a defrontar o Burkina Faso.

O jogo entre o Togo e o Gana foi cancelado.

Contudo, há algumas sugestões de que a selecção togolesa poderá regressar para disputar as restantes partidas, depois de terminados os três dias de luto nacional decretado pelo governo.

O primeiro-ministro togolês, Gilbert Huongbo, descreveu o ataque contra a selecção do seu país como 'um acto vergonhoso para o futebol africano'.

Ele também criticou as autoridades angolanas por não terem conseguido garantir a segurança da equipa.

A seguir ao ataque os jogadores, aparentemente, manifestaram-se dispostos em continuar na competição.

Contudo, as autoridades togolesas orderam o seu regresso imediato a Lomé.

Esta segunda-feira, a Confederação Africana de Futebol, CAF, rejeitou um pedido do Togo para a readmissão da sua equipa nacional no CAN 2010.

A CAF, que inicialmente queria que os togoleses se mantivessem na competição, não explicou as suas razões para rejeitar o pedido, feito pelo ministro dos Desportos do Togo.

 
 
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