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Última actualização: 09 Janeiro, 2010 - Publicado às 15:31 GMT
 
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Togo abandona CAN após ataque
 
Emmanuel Adebayor
Ataque aos jogadores do Togo em Cabinda
O governo do Togo confirmou oficialmente a saída da selecção nacional do Campeonato Africano de Nações porque "os jogadores estão em estado de choque.

Três pessoas - um treinador assistente, um porta-voz e o condutor do autocarro - morreram após terem sido alvejados por um grupo de homens encapuçados que atacaram um dos autocarros em que viajavam. Nove pessoas ficaram feridas - incluindo dois jogadores que foram também alvejados.

A selecção havia já dito que iria regressar a casa mas o governo angolano e a organização do CAN iniciaram negociações para que a equipa não abandonasse a competição que arranca amanhã.

O ataque ocorreu no enclave angolano de Cabinda onde a equipa estava sediada durante a competição que tem inicio amanhã. A organização do CAN insiste que o torneio será realizado assegurando reforçar a segurança.

O treinador do Togo, Hubert Velud, defendeu que as autoridades angolanas deveriam considerar cancelar a competição e, segundo o jornal francês L'Equipe, o Togo, que se iria estrear no campeonato diante do Gana em Cabinda, está a tentar convencer outras equipas a boicotarem a competição.

O defesa Serge Akakpo, que joga para o clube romeno Vaslui foi atingido por duas balas durante o ataque tendo ficado em estado grave. Também o guarda-redes Kodjovi Obilale, que joga pelo clube francês GSI, tendo os dois sido evacuados para África do Sul onde foiram submetidos a uma intervenção cirúrgica.

Vários elementos da equipa necessitaram de tratamento hospitalar por ferimentos ligeiros.

Ontem o capitão do Togo e avançado do Manchester City, Emmanuel Adebayor, afirmou que muitos jogadores queriam regressar a casa.

A falar à BBC, o jogador afirmou: "É um dos maiores torneios em África e muita gente adoraria estar na nossa posição mas não penso que ninguém esteja disposto a por a vida em risco".

"Não conseguimos dormir depois do que vimos - um dos nossos colegas de equipa com balas no corpo, a chorar e a perder a consciência. Se estiver vivo posso jogar futebol amanhã e talvez para o ano outro Campeonato Africano das Nações mas não estou disposto a perder a vida agora", afirmou.

 
 
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