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Brown antecipa visita a Copenhaga
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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, decidiu viajar para Copenhaga esta terça-feira, dois dias antes do previsto para
tentar dar mais um embalo às conversações do clima.
O ministro britânico do ambiente, Ed Miliband, afirmou que as estas estão a decorrer a um ritmo demasiado lento e apelou a uma maior união entre os delegados antes dos chefes de Estado e de Governo tomarem as rédeas das negociações, na quarta-feira. Segundo Miliband “as negociações estão a aproximar-se da meia-noite e é necessário terminar o trabalho de casa já”. Também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon advertiu que caso as questões mais sérias não fosse resolvidas nas próximas 24 horas, irá correr-se o risco de se alcançar um acordo fraco ou mesmo nenhum acordo. Impasse Esta segunda-feira as conversações foram suspensas depois dos delegados africanos se retirarem, com o apoio do bloco dos países em desenvolvimento – o G77 mais a China - por suspeitarem que os países desenvolvidos se estariam a preparar para abandonar o Protocolo de Quioto. Este tratado continua a ser o único documento vinculativo em matéria de clima, prevendo sanções aos países ricos que violem os níveis máximos de emissões de CO2, não aplicáveis às nações mais pobres. A meio do dia um representante de parlamentares pan-africanos explicava o porquê da estratégia africana sublinhando que “o que se discute em Copenhaga é uma questão de vida ou de morte, uma questão de sobrevivência global, independentemente de blocos e dos seus interesses”. Às portas da conferência, os manifestantes continuavam a fazer-se ouvir, como verificou o nosso enviado a esta conferência, Luís Cardador, que falou com representantes do Jubileu Sul, organização ambientalista do hemisfério Sul, a maior parte dos quais ecoava slogans como “um capitalismo verde não pode existir”. Financiamento “É preciso reconhecer que os países do Norte têm uma dívida a pagar aos países do sul e há que mudar o sistema capitalista que está a destruir o meio ambiente e parte das populações”, considerou um dos manifestantes. Os trabalhos acabaram por ser retomados ao fim do dia, mas apenas informalmente, esperando-se que as negociações políticas recomecem esta manhã. A questão do financiamento é outro pomo da discórdia, como revelou aos jornalistas a chefe da delegação brasileira e chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff para quem nem um milhão nem mil milhões de dólares podem fazer a diferença. É preciso muito mais. Como condição para regressarem à mesa das negociações os países em desenvolvimento receberam garantias de que irão ser realizadas
negociações paralelas entre o chamado LCA ou Acção de Cooperação de Longo Termo – defendida pelos mais ricos – e um prolongamento
de Quioto – como pretendem os mais pobres. |
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