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Obama diz que China e EUA não são adversários
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Na sua primeira visita de estado à China, o Presidente Obama disse ao seu homólogo chinês, Hu Jintao que o mundo reconhece
a importância da relação entre os Estados Unidos e a China para enfrentar os desafios globais.
Obama jantou com Hu Jintao em Pequim antes das negociações formais que vão ter lugar esta terça-feira. Antes, Obama disse numa audiência de jovens em Xangai que os Estados e a China não precisavam de ser adversários. Obama elogiou os esforços do governo chinês para tirar milhões de pessoas da pobreza. Mas acrescentou que a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e a liberdade de informação eram direitos universais que deviam estar ao alcance de todos. "As liberdades de expressão e crença, e o acesso à informação e à participação política são direitos universais. Direitos que deveriam estar disponíveis a todas as pessoas, incluindo minorias étnicas e religiosas”, acrescentou o líder americano. Tensões A sua visita acontece numa altura em que se intensificam as tensões comerciais, com a China a acusar Washington de proteccionismo e de ser responsável em grande parte pela crise financeira global. Na terça-feira, os dois líderes devem discutir assuntos como desequilíbrios comerciais, programas nucleares do Irão e da Coreia do Norte e esforços para combater as mudanças climáticas. Obama ainda indicou que vai abordar suas preocupações em relação aos direitos humanos na China. Num discurso em Tóquio na semana passada, Obama disse que seu país não busca conter a China, acrescentando que os laços entre Washington e Pequim não significam um enfraquecimento das relações dos Estados Unidos com seus aliados na Ásia. Mas, de acordo com uma pesquisa online publicada na revista chinesa Globe, 80% dos entrevistados chineses opinaram que os Estados Unidos não querem ver seu país crescer. Economia Na passagem pela China, Obama ainda discutirá a taxa cambial fixa entre o dólar e o yuan, um dos assuntos mais urgentes na agenda americana. Com o défice comercial com a China estimado em cerca de 143,7 mil milhões de dólares somente nos primeiros nove meses deste ano - e um nível de desemprego superior a 10% da população economicamente activa - Obama está a sofrer pressão para mudar a balança comercial com Pequim. Este é o primeiro périplo de Obama pela Ásia desde que tomou posse em janeiro. Ele iniciou a viagem pelo Japão na sexta-feira, participou da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) em Singapura, no fim de semana, e fica na China até quarta-feira. Em seguida, ele vai à Coreia do Sul. |
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