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AI acusa polícia moçambicana de matar com impunidade
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A Amnistia Internacional produziu um relatório em que acusa a polícia moçambicana de ter morto cidadãos com impunidade.
A organização diz ter detalhes de quarenta e seis pessoas mortas nas mãos da polícia moçambicana entre Janeiro de 2006 e Junho de 2009. A Amnistia Internacional refere que a maioria dos casos não teve investigação apropriada e que, em muitos casos, nenhum membro da polícia foi levado a responder à justiça. A organização faz referência ao caso do bailarino e coreógrafo, Augusto Cuvilas. Em Dezembro de 2007, depois deste ter ouvido um ruído, em sua casa, onde se encontrava com a sua parceira e filho, Cuvilas fez um telefonema à polícia que respondeu que não tinha transporte. Ele pediu à esposa que conduzisse a polícia para a sua residência. À chegada em sua casa, a polícia abriu fogo de forma indiscriminada, matando Cuvilas e o seu guarda. A sua parceira sofreu um aborto espontâneo. Apesar de dois polícias terem sido presos nenhuma acção disciplinar foi aparentemente tomada contra nenhum dos oficiais. A situação é considerada “típica” pela Amnistia Internacional. Várias famílias são incapazes de ter uma explicação para a morte de familiares e, sem dinheiro, têm poucas esperançadas de obter justiça. A Amnistia Internacional refere ter sido dita que não há necessidade de novas investigações pelo facto das mortes terem sido consideradas "legais". Um porta-voz da polícia moçambicana disse que as acusações da Amnistia eram tendenciosas e que há mais de 20 anos que todos
os agentes responsáveis por mortes ilegais têm sido condenados e postos na prisão. |
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