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Cabo Verde agradece ajuda no combate à dengue
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O governo caboverdiano agradeceu ontem os seus parceiros externos a forma rápida como reagiram ao seu pedido de apoio para
enfrentar a epidemia de dengue que há um mês e meio assola o arquipélago.
De acordo com o Ministério da Saude são já cerca de 15 mil o número de casos suspeitos de dengue, mantendo-se há vários dias o mesmo número de óbitos: seis. As autoridades caboverdianas reuniram-se ontem com o corpo diplomático acreditado na Praia para agradecer a forma imediata e diligente como os respectivos governos reagiram ao seu pedido de ajuda para enfrentar a epidemia de dengue. Lançado a meio da semana passada o referido pedido, dois dias depois chegava ao país uma aeronave francesa com médicos e medicamentos para combater a dengue. Depois disso, chegaram equipas de Portugal, Brasil, Cuba e até da Suíça. A OMS enviou dois especialistas da Tailândia. Segundo o ministro da saúde, Basílio Ramos, o governo sente-se confortado, até porque, durante o encontro, alguns parceiros perguntaram o que mais podem fazer para ajudar Cabo Verde. De um modo geral, as equipas vindas de fora, bem como observadores locais, salientam a forma empenhada como o pessoal da saúde e o próprio sistema sanitário caboverdiano reagiram a esta epidemia de dengue. Para isso contribuíram os cinco centros de saúde inaugurados há ano em vários bairros da capital caboverdiana, um facto realçado pelo presidente Pedro Pires. Ao todo são já quase 15 mil o número de casos registados como sendo suspeitos de dengue. Enquanto na cidade da Praia o número de casos tende a diminuir, na ilha do Fogo – outro importante foco dessa epidemia – dá mostras de aumentar. Outro aspecto saliente é que há quase uma semana que não se regista nenhum caso de óbito, além dos seis registados até então. A BBC sabe, entretanto, que forma como esta epidemia surgiu e como se propagou em tão pouco tempo em Cabo Verde, está a preocupar outros países da região e até o governo regional da Madeira, arquipélago português. Ao que tudo indica toda esta subregião africana e atlântica encontra-se neste momento em estado de alerta máximo. |
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