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A primeira dama do Burkina Faso, Chantal Campaoré, apelou aos governos africanos que trabalhem mais afincadamente para banir
a mutilação genital feminina.
Ela falava numa conferência internacional em Ouagadougou sobre formas de erradicação desta prática.
Uma delegada, a italiana Emma Bonino, disse que queria que as Nações Unidas adoptassem uma resolução a condenar aquela que
é também conhecida como 'circuncisão feminina'.
Calcula-se que três milhões de raparigas e de mulheres em África sejam submetidas anualmente à mutilação genital, muitas delas
em países que baniram esta prática.
A União Africana considera-a uma violação aos direitos humanos.
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