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Líderes marcam queda do Muro de Berlim
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A capital da Alemanha viveu esta segunda-feira um dia de celebrações para marcar o vigésimo aniversário da queda do Muro de
Berlim e o colapso do comunismo na Europa.
No centro da cidade junto às portas de Brandenburg concentraram-se dezenas de milhares de pessoas para recordarem aqueles que morreram e celebrarem a coragem daqueles que derrubaram o Muro. Nas celebrações não faltou fogo-de-artifício, música e um dominó gigante a simbolizar a reacção em cadeia que há 20 anos levou à queda do comunismo no continente europeu. Presentes na cerimónia, líderes mundiais disseram que a luta contra a injustiça no mundo deve continuar. Juntaram-se à chancellor alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a secretária de estado norte-americana Hillary Clinton. Merkel que vivia na Alemanha de Leste, disse que os eventos históricos de há 20 anos mostram que o mundo pode lidar com os novos desafios desde a pobreza às alterações climáticas, mas ela lembrou que o dia fica marcado por um dos acontecimentos mais negros da história alemã. "Para os alemães o dia nove de Novembro é também uma advertência. Há 71 anos a Noite de Cristal abriu um dos capítulos mais escuros da história alemã, a perseguição sistemática e homícidio dos Judeus europeus e muitos outros. "Ambos os eventos mostram-nos que a liberdade não é um dado adquirido. A liberdade é o bem mais precioso no nosso sistema político e social", disse a chancellor alemã, Angela Merkel. 'Afirmação de liberdade' Numa mensagem gravada em Washington, o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que os berlinenses enviaram uma forte mensagem aos seus opressores. "O dia nove de Novembro de 1989 vai ser sempre recordado e celebrado nos Estados Unidos. Nunca esquecerei as imagens das pessoas a derrubarem o Muro. "Não pode haver uma maior oposição á tirania, não pode haver uma afirmação mais forte de liberdade", dizia o presidente Obama. A queda do Muro de Berlim deu lugar à reunificação da Alemanha, levando ao colapso da União Soviética e ao final da Guerra Fria. A comunista Alemanha de Leste ergueu a barreira de 155 quilómetros em 1961 para circundar a Alemanha Ocidental e prevenir os seus cidadãos de atravessarem da zona leste para o enclave capitalista. Pelo menos 136 pessoas morreram quando tentavam atravessar o Muro. |
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Berlim comemora queda do muro09 Novembro, 2009 | Notícias
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