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China concede empréstimos a África
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A China vai conceder 10 mil milhões de dólares em empréstimos a África durante os próximos três anos, anunciou o primeiro-ministro
Wen Jiabao numa cimeira no Egipto.
O líder chinês está a participar numa cimeira de dois dias sobre a cooperação cino-africana em Sharm el-Sheikh, que conta com a participação de representantes de 50 países. Ele acrescentou que planeia cancelar as dívidas de alguns dos países mais pobres e investir em programas ambientais no continente, incluíndo 100 projectos de energias renováveis. Wen Jiabao salientou que a China vai continuar a política de não envolvimento nos assuntos africanos e promover acordos que beneficiem ambas as partes. "Estamos confiantes que os países africanos podem lidar com os seus problemas. A cooperação económica e comercial entre China e África é baseada no benefício mútuo, abertura e transparência. "O governo chinês não vai impor qualquer condição política ao seu apoio e assistência a África, tal como fizemos no passado e no presente", dizia o primeiro-ministro chinês. Reconhecimento Vários chefes de estado participam no encontro, incluíndo os presidente do Sudão e do Zimbabué. O presidente do Egipto Hosni Mubarak abriu o fórum, o quarto do género, e falou de "paz, segurança e crescimento" e de "aumentar a cooperação entre China e África". O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, elogiou a assistência chinesa numa altura em que o sector agrícola africano é tão importante para o seu desenvolvimento económico. "A maioria das nossas economias são baseadas na agricultura. O cumprimento do primeiro objectivo das Metas de Desenvolvimento do Milénio que é a erradicação da pobreza extrema e da fome, está directamente relacionado com o desenvolvimento da agricultura. "Por isso, aplaudimos a assistência chinesa feita através do estabelecimento de centros tecnológicos agrícolas, o apoio a centenas de espcialistas em Àfrica e à concessão de equipamento e maquinaria", dizia o presidente zimbabueano Robert Mugabe. Acusações O Ocidente acusou anterioremente a China de explorar os recursos naturais africanos para alimentar a sua economia em expansão e de ignorarem o desempenho de direitos humanos de alguns dos governos com quem fazem negócios. Antes da cimeira, o jornal estatal chinês Global Times escreveu que o "Ocidente está invejoso da aproximação entre China e África" e citou um especialista sobre relações entre cino-africanas, que considera que "os europeus vêem África como o seu quintal". A China anunciou 5 mil milhões de dólares de assistência na primeira cimeira do género em Pequim em 2006, e assinou acordos para aliviar ou cancelar a dívida de mais de 30 países africanos. |
LINKS LOCAIS
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