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Muro de Berlim caiu há 20 anos
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Berlim assinala esta segunda-feira o vigésimo aniversário da queda do muro que dividiu a cidade durante quase 30 anos.
A queda do muro de Berlim abriu caminho à reunificação da Alemanha e ao fim da Guerra Fria. Dominós gigantes pintados por jovens com mensagens de liberdade foram colocados ao longo da antiga rota por onde passava o muro e vão ser derrubados durante as celebrações. A ideia é mostrar como, em 1989, os governos comunistas da Europa de Leste caíram um a seguir ao outro. A 9 de Novembro de 1989, entre aplausos e lágrimas, milhares de residentes da parte Leste de Berlim atravessaram aquela que fora, durante décadas, uma barreira intransponível. Milagre e erro Era como um milagre. Mas era também um erro. Pouco antes das sete da noite, no final de uma conferência de imprensa, Guenter Schabowski, o porta-voz do Bureau Político, anunciou que os alemães do Leste "seriam imediatamente autorizados a viajar para o Ocidente". Na verdade, o plano era reduzir as restrições a partir do dia seguinte e manter um sistema de vistos. Mas as agências de notícias e a televisão da Alemanha Ocidental, amplamente vista do outro lado do muro, já haviam noticiado que a fronteira estava aberta. Alguns minutos depois, multidões juntaram-se nos postos fronteiriços, mas os guardas não tinham instruções claras. Uma jovem médica da Alemanha de Leste, chamada Angela Merkel, também acompanhou a conferência de imprensa pela televisão e achou que algo 'grande' estava a acontecer. Tratou-se de um dia que mudou as vidas de muita gente, incluindo a de Merkel, agora Chanceler da uma Alemanha reunificada. Insatisfação Entretanto, vinte anos depois da queda do muro de Berlim, uma sondagem global encomendada pela BBC mostra uma insatisfação generalizada com o capitalismo. Apenas 11% das mais de 29 mil pessoas inquiridas em 27 países disseram que o mercado livre estava a funcionar bem. A maior parte acha necessário que se reforme e se regule o sistema capitalista. Há um apoio muito forte em todo o mundo à ideia de uma distribuição mais equitativa da riqueza. As opiniões em relação à desintegração da União Soviética também estão muito divididas. A maioria dos europeus acha que foi um desenvolvimento positivo. Mas há uma imagem diferente fora do Ocidente desenvolvido. Quase 70% dos egípcios dizem que o fim da União Soviética foi algo mau e as opiniões mostraram-se muito divididas na Índia, no Quénia e na Indonésia. |
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Berlim: 15 anos depois da queda do Muro09 Novembro, 2004 | Notícias
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