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Milhares desarmados na Nigéria
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As autoridades na Nigéria dão conta que 15 mil rebeldes activos na região do Delta do Niger, rica em petróleo, renderam-se
ao abrigo de uma amnistia de dois meses, cujo prazo terminou no domingo.
O representante do esquema, Air Vice Ararile, disse que foram entregues 5 mil armas e 18 lanchas armadas. O Presidente Umaru Yas'Adua, que tornou a paz no Delta do Niger numa prioridade, vai encontrar-se esta sexta-feira com alguns dos comandantes rebeldes que se renderam, na capital nigeriana, Abuja. No entanto, uma facção rebelde afirma que vai continuar a lutar e condenou os que entregaram as suas armas. Os ataques contra instalações petrolíferas e os seus trabalhadores diminuiram a produção da Nigéria em mais de um terço nos últimos três anos e contribuiu para o aumento dos preços do petróleo. Ao falar numa conferência de imprensa na capital, o principal coordenador da amnistia disse que mais de 8 mil rebeldes foram desarmados desde agosto. Espera-se que o número aumente consideravelmente devido à entrega de armas de última hora antes do final do programa. Formação Air Vice Ararile acrescentou que o governo construiu até à data três centros para educar e albergar os milhares de antigos rebeldes do Delta do Niger mas que vai construir mais em breve para não os deixar demasiado tempo à espera. As restrições prendem-se com a falta de camas disponíveis e como a formação demora um mês, os centros apenas podem receber 2 400 indivíduos por mês. Alguns antigos combatentes manifestaram-se nas ruas em protesto contra o não pagamento de uma mensalidade prometida pelo governo de 435 dólares e ameaçaram voltar a pegar em armas. Antes, uma facção do Movimento para a Emancipação do Delta do Niger liderada por Henry Okah disse que a maior parte dos que se renderam foram pagos pelo governo na esperança de que os verdadeiros rebeldes emergissem. O grupo acrescentou que os seus comandantes foram substituídos e que vai continuar os ataques contra os oleocutos e instalações petrolíferas a partir da próxima quinta-feira. O jornalista da BBC no Delta do Niger, Abduhhahi Abubakar, afirma que alguns antigos líderes do grupo rejeitaram a ameaça da continuação das hostilidades como não tendo qualquer fundamento. |
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