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Última actualização: 21 Agosto, 2009 - Publicado às 15:11 GMT
 
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África do Sul defende 'atleta dourada'
 
Caster Semenya
Os sul-africanos dão apoio incondicional à atleta Caster Semenya

Muitos sul-africanos sentem que a sua nova estrela desportiva, Caster Semenya, foi injustamente tratada pelos responsáveis de atletismo que pediram testes para verificar o seu sexo.

A atleta de 18 anos conquistou o ouro nos mundiais de atletismo de Berlim, na prova dos 800 metros.

Ela esmagou a competição ao conquistar o melhor tempo do ano com 1 minuto 55 segundos e 45 centésimos, deixando Janeth Jepkosgei em segundo lugar a 2 segundos e 45 centésimos de distância.

O que deveria ter sido um dia de celebração para a jovem sul-africana, acabou por se transformar num pesadelo, com meio mundo a questionar sobre se a atleta é ou não uma mulher devido à sua aparência masculina e forte condição física.

Ela era uma perfeita desconhecia até ao mês passado, quando estabeleceu um novo recorde dos 800 metros nos Campeonatos Africanos de Juniores.

A vitória também significa que melhorou o seu recorde pessoal em sete segundos em menos de nove meses, o que começou a atrair as atenções.

Enquanto a atleta, proveniente de uma vila rural na província de Limpopo, desvalorizou a polémica, outros levaram a questão a peito.

Apoio

O Congresso Nacional Africano, ANC, saiu em defesa da sua compatriota.

O ANC apelou aos sul-africanos que saiam em defesa da sua "menina dourada" e criticou duramente os rumores dizendo em comunicado que este tipo de especulação vem apenas "consolidar a imagem da mulher como o sexo fraco".

A família da atleta insiste também que ela é uma mulher e que os rumores são motivados por inveja.

Foram criados vários grupos de apoio em sites de redes sociais da Internet como o “Facebook”.

Um desses grupos, denominado “Em apoio de Caster Semenya e de todas as mulheres africanas”, tinha mais de 1.000 membros.

As rádios regionais e nacionais sul-africanas também demonstraram apoio a Semenya e realizaram debates durante o dia com as opiniões das pessoas.

O secretário-geral das federações internacionais de atletismo, Pierre Weiss, insiste que caso os rumores sejam confirmados, seriam tomadas medidas:

"E óbvio que caso se prove que a atleta não é uma mulher, as medalhas serão redistribuídas, isto se, e volto a dizer, se for provado hoje".

Os resultados dos testes deverão ainda demorar algumas semanas a serem conhecidos, mas a atleta, por sua vez, diz não estar interessada na controvérsia:

"Não sei o que dizer sobre isto, não ouvi nada, não sei quem o disse e não quero saber disso para nada".

 
 
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