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06 Julho, 2009 - Publicado às 14:31 GMT

Confrontos matam mais de cem na China

O governo chinês diz que pelo menos cento e quarenta pessoas morreram este domingo, em confrontos envolvendo a etnia Uighur no ocidente da China , mas admitiu que o número de víitimas pode ser superior. Cerca de oitocentas pessoas ficaram feridas e mais de cem foram detidas.

Notícias referem que os protestos foram despoletados depois de uma batalha mortal entre membros das etnias Uighurs e Han no sul da China, no mês passado.

Um correspondente da BBC diz que se estes números forem confirmados, poderá significar a mais sangrenta manifestação na China, desde as mortes de Tiananmen, há 20 anos.

O governo chinês diz que os Uighurs comçaram a atacar pessoas, carros e autocarros. Os protestos tiveram lugar em Urumqi, a capital regional de Xinhjiang, cuja população local foi afectada pelos confrontos, segundo diz o lider da região, Nur Bekri.

"Três forças de dentro e fora da China tentaram atacar o Partido Comunista e o governo chinês. Eles incitaram também as pessoas a fazerem manifestações na cidade. Ele danificaram seriamente a unidade dos grupos étnicos e a harmonia da nossa sociedade", disse o líder regional de Xinjiang.

Mais protestos?

Um dos canais estatais de televisão da China noticiou que a situação estava agora controlada. Mas outras notícias divulgadas por um outro canal oficial, o CCTV4, disse que o líder do partido Uighur, Rebiya Kadeer, tinham apelado para mais protestos.

"Cerca das 20 horas locais de 5 de Julho, graves incidentes de espancamentos, pilhagens, e incêndios deflaagragarm na cidade de Urumqui. Sabe-se que o lider do Congresso Mundial Uighur, liderado pelo líder separatista, Rebiya Kadeer, tem estado a instigar via da Internet e outros canais, a actos de maior bravura e envergadura" - dizia esta estação de TV estatal chinesa.

A agencia oficial de notícias diz que milhares de pessoas estiveram envolvidas nos protestos de domingo.

Não está muito claro ainda se as pessoas mortas ou feridas eram manifestantes e quantas foram apanhadas pelos protestos. Mais de duzentas lojas e catorze casas foram destruidas.

Rpresentantes do povo Uighur no exílio acusaram a polícia chinesa de ter reprimido os manifestantes que protestavam de forma pacífica.