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Forças Armadas guineenses apelam à contenção
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A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais antecipadas levanta cada vez maior preocupação sobretudo pelas
declarações acusatórias que a directoria de campanha do candidato do PRS, Mohamed Koumba Yalá, tem estado a dirigir ao PAIGC
e ao seu candidato, Malam Bacai Sanhá.
Perante estas acusações o Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) teve que emitir um comunicado a apelar às respectivas directorias de campanha para se absterem de discursos que podem incitar à desordem e muito particularmente à desestabilização da sociedade castrense. A acusação que certamente terá motivado o comunicado do EMGFA deverá ser aquela em que a directoria de campanha de Mohamed Yalá afirma ter conhecimento de que, em reunião secreta o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, terá afirmado que, se Bacai Sanhá ganhasse as eleições, então todos os oficiais da etnia Balanta seriam expulsos das Forças Armadas. Em comunicado distribuído à imprensa, o EMGFA reafirma o seu empenho em combater com veemência todos os actos que possam comprometer os esforços de paz e estabilidade nacional. Desmentidos O PAIGC já desmentiu tudo e diz interpretar essas acusações como um acto de desespero do PRS pela derrota que deverá sofrer no dia 26 de Julho.
Entretanto as acusações contra o PAIGC com a finalidade de atingir Bacai Sanhá não param. Num comício, terça-feira, em Bissau, Koumba Yalá acusou o actual primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de ter vendido 90% dos recursos naturais a um país africano que não identificou. “O nosso fosfato, bauxite e petróleo. Nós os guineenses vamos aceitar isso em nome de quê? Há só uma alternativa. Ou a Guiné-Bissau se organiza e vive definitivamente em paz e na democracia ou vai por água abaixo”, discursou. Koumba Yalá convidou o seu adeversário, Bacai Sanha, para um debate sobre questões de Estado.
“Aproveito estas câmaras para convidar o senhor candidato do PAIGC para um debate sobre questões do Estado, a essência do Estado, a origem do Estado na Grécia, o Estado na Europa e em África”, disse Yalá num comício de campanha eleitoral no bairro de Chão de Papel-Varela, em Bissau. Bacai Sanhá já negara o convite para um debate sobre a essência do Estado. “Estou em debate permanente com meu povo; só isso me chega”, rematou Bacai em declarações à imprensa. |
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Guiné Bissau vai a uma segunda volta 02 Julho, 2009 | Notícias
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