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Última actualização: 13 Julho, 2009 - Publicado às 12:04 GMT
 
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Reactado julgamento de Charles Taylor
 
Charles Taylor
Charles Taylor está a responder por onze crimes contra a humanidade
Advogados do antigo presidente da Libéria, Charles Taylor, começaram, esta segunda-feira, a apresentar a sua defesa perante o tribunal especial para a Serra Leoa, na cidade holandesa de Haia.

Charles Taylor rejeita onze acusações, que vão de terrorismo e homicídio ao uso de crianças soldado e mutilações.

As acusações centram-se nas atrocidades levadas a cabo pelos rebeldes da Frente Revolucionária Unida, que foram alegadamente apoiados por Charles Taylor durante a guerra civil da Serra Leoa.

Stephen Rapp, o promotor de justiça do tribunal especial para a Serra Leoa, diz querer ouvir o que Taylor tem a dizer em sua defesa.

"Temos 91 testemunhas, na maior parte da Serra Leoa e da Libéria. Trinta e uma delas vão testemunhar sobre as ligações de Charles Taylor com as atrocidades cometidas na Serra Leoa. Ele terá de enfrentar as provas e explicar-se."

Stephen Rapp desvalorizou o argumento de que a defesa não tivera tempo suficiente para se preparar.

Por sua parte, Courtenay Griffiths, o chefe da equipa de advogados de Charles Taylor, disse que o seu cliente está determinado em provar a sua inocência.

O PERCURSO DE CHARLES TAYLOR
1989: Lança rebelião na Libéria
1991: Rebelião da RUF começa na Serra Leoa
1995: Assinado acordo de paz
1997: Eleito presidente da Libéria
1999: Rebeldes da Libéria iniciam insurreição
Junho de 2003: Emitido mandado de captura
Agosto de 2003: Demite-se e exila-se da Nigéria
Março de 2006: É detido e enviado para a Serra Leoa
Junho de 2007: Começa o seu julgamento em Haia

"Estamos aqui para defender um homem que consideramos inocente das acusações feitas. Este caso foi apresentado há pelo menos seis anos pela acusação à opinião pública mundial."

Charles Taylor ouviu atentamente o início da sua defesa.

O seu advogado atacou a acusação e disse que a forma como o julgamento estava a ser feito era injusta e hipócrita.

Ele disse que os juizes não deviam permitir que os horrores do conflito da Serra Leoa confundissem o seu julgamento.

Os advogados de Charles Taylor alegam que o seu cliente estava a tentar mediar a paz durante o conflito e que ele não comandava os rebeldes da Serra Leoa.

Negam também que Taylor lhes tenha vendido armas em troca de 'diamantes de sangue'.

Charles Taylor vai apresentar-se esta terça-feira ele próprio como a primeira testemunha da defesa.

Alguns antigos chefes de Estado africanos e funcionários das Nações Unidas deverão também testemunhar nos próximos dias em defesa do antigo presidente da Libéria.

 
 
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