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Reactado julgamento de Charles Taylor
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Advogados do antigo presidente da Libéria, Charles Taylor, começaram, esta segunda-feira, a apresentar a sua defesa perante
o tribunal especial para a Serra Leoa, na cidade holandesa de Haia.
Charles Taylor rejeita onze acusações, que vão de terrorismo e homicídio ao uso de crianças soldado e mutilações. As acusações centram-se nas atrocidades levadas a cabo pelos rebeldes da Frente Revolucionária Unida, que foram alegadamente apoiados por Charles Taylor durante a guerra civil da Serra Leoa. Stephen Rapp, o promotor de justiça do tribunal especial para a Serra Leoa, diz querer ouvir o que Taylor tem a dizer em sua defesa. "Temos 91 testemunhas, na maior parte da Serra Leoa e da Libéria. Trinta e uma delas vão testemunhar sobre as ligações de Charles Taylor com as atrocidades cometidas na Serra Leoa. Ele terá de enfrentar as provas e explicar-se." Stephen Rapp desvalorizou o argumento de que a defesa não tivera tempo suficiente para se preparar. Por sua parte, Courtenay Griffiths, o chefe da equipa de advogados de Charles Taylor, disse que o seu cliente está determinado em provar a sua inocência.
"Estamos aqui para defender um homem que consideramos inocente das acusações feitas. Este caso foi apresentado há pelo menos seis anos pela acusação à opinião pública mundial." Charles Taylor ouviu atentamente o início da sua defesa. O seu advogado atacou a acusação e disse que a forma como o julgamento estava a ser feito era injusta e hipócrita. Ele disse que os juizes não deviam permitir que os horrores do conflito da Serra Leoa confundissem o seu julgamento. Os advogados de Charles Taylor alegam que o seu cliente estava a tentar mediar a paz durante o conflito e que ele não comandava os rebeldes da Serra Leoa. Negam também que Taylor lhes tenha vendido armas em troca de 'diamantes de sangue'. Charles Taylor vai apresentar-se esta terça-feira ele próprio como a primeira testemunha da defesa. Alguns antigos chefes de Estado africanos e funcionários das Nações Unidas deverão também testemunhar nos próximos dias em defesa do antigo presidente da Libéria. |
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