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Última actualização: 09 Julho, 2009 - Publicado às 18:18 GMT
 
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Angola possui alto espírito empresarial
 

 
 
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Apesar do grande emprendorismo um quinto das iniciativas empresariais falham num período de um ano
Em Angola, a indústria de petróleo e diamantes pode estar a sentir os efeitos da crise económica global, mas o espírito empresarial parece estar melhor que nunca.

Um estudo em 43 países, conclui que Angola é dos países com maior iniciativa, onde um em cada quatro adultos está envolvido em novas empresas e onde há a maior percentagem de mulheres empresárias.

O estudo Monitorização da actividade empresarial global das universidades americanas de Babson e da Faculdade de Economia em Londres, é dos maiores do género do mundo e tenta estabelecer a ligação entre crescimento económico e a actividade empresarial.

Angola, Egipto e África do Sul foram os únicos países africanos incluídos no estudo, que abrangeu países na Europa, América e Ásia.

A análise em Angola foi feita em parceria com a Sociedade Portuguesa de Inovação, SPI, e o país surge com um alto nível de actividade empresarial e o mais alto em África.

Desemprego

O Professor Augusto Medino, presidente da SPI, disse à BBC que ser empresário em Angola é bem visto, e enriquecer através do negócio também. Mas adiantou que a actividade empresarial surge devido à falta de empregos.

 Penso que que a taxa é muito alta porque há um empreendedorismo de necessidade.
 
Augusto Medino, Presidente da SPI

"Penso que que a taxa emprendedora é muito alta porque há um empreendedorismo de necessidade. Isso é típico dos países que estão naquele nível de actividade económica caracterizada pela importância dos factores de produção", dizia Augusto Medino.

O documento apresentado em Luanda na quarta-feira, também refere que um quinto das iniciativas empresariais falham num período de um ano, a mais alta percentagem de insucesso nos países estudados.

Os autores do relatório recomendam que Angola faça mais para apoiar as pequenas empresas, para fortalecer o sector privado. Apela ainda à formação em gestão nas escolas e ao acesso ao crédito bancário.

 O que temos observado é que a economia está cada vez mais formalisada. A maior parte das pessoas que vemos na rua a comprar e a vender, já tem a sua conta bancária, já faz pagamentos por cheque.
 
Emídio Pinheiro, PCE do Banco de Fomento

O Presidente da Comissão Executiva do Banco de Fomento de Angola, Emídio Pinheiro, recebeu estas recomendações com agrado e acrescentou que é essencial que a economia angolana desenvolva estruturas mais fortes.

"Nos últimos tempos o que temos observado é que a economia está cada vez mais formalisada. A maior parte das pessoas que vemos na rua a comprar e a vender, já tem a sua conta bancária, já fazem pagamentos por cheque. ou por transferência."

Emidio Pinheiro do Banco de Fomento de Angola falava a propósito do lançamento do estudo de Monitorização da Actividade Empresarial global, que conclui que a actividade empresarial angolana é das mais saudáveis do mundo, especialmente em relação às mulheres.

 
 
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