|
Presidente da Libéria 'deve demitir-se'
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A câmara baixa do parlamento na Libéria vai discutir esta terça-feira como proceder em relação ao relatório da Comissão da
Verdade recomendando que a Presidente Ellen Johnson Sirleaf seja banida de qualquer cargo público por 30 anos.
A Comissão da Verdade e Reconciliação na Libéria exigiu a suspensão da presidente Ellen Johnson Sirleaf, uma decisão que o porta-voz da chefe de estado já classificou de surpreendente. A Comissão sugeriu que Sirleaf e dezenas de outros líderes políticos liberianos sejam impedidos de governar durante um período de 30 anos, responsabilizando-os parcialmente, por associação, pela série de guerras civis que assolaram o país depois de 1989. Este pedido ocorre depois de Ellen Johnson Sirleaf ter admitido que apoiou o antigo senhor de guerra, Charles Taylor, há 20 anos, sobre quem disse ter estado enganada, tendo já apresentado desculpas.
As recomendações da Comissão têm apenas valor consultivo mas poderão tornar-se lei, caso o parlamento, actualmente nas mão da oposição, as decida adoptar. Analistas sugerem que este relatório da Comissão da Verdade poderá deixar a primeira mulher presidente eleita em África em sérias dificuldades. Sir Ellen Johnson Sirleaf encontrava-se na Líbia, a participar na cimeira da União Africana quando o relatório foi dado a conhecer, na semana passada. O porta-voz de Sirleaf disse à BBC que a presidente ainda se encontrava a lêr o documento e que iria emitir uma reacção em breve. Cyrus Badio afirmou que a presidente ainda estava a ler o relatório e só irá comentar sobre se irá ou não cooperar com a Comissão depois de ter digerido o conteúdo e as recomendações do documento. Sublinhou contudo que se tratam apenas de recomendações. A Comissão da Verdade foi instaurada há quatro anos para promover a paz, segurança, unidade e reconciliação nacionais, através da investigação de duas décadas de guerra civil na Libéria, que deixaram 250 mil mortos e o país em ruínas. Charles Taylor, que foi detido depois da emissão de um mandado internacional, está actualmente a ser julgado por crimes de
guerra no Tribunal Internacional de Haia. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||