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Última actualização: 07 Julho, 2009 - Publicado às 13:41 GMT
 
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Presidente da Libéria 'deve demitir-se'
 
Presidente da Libéria
Presidente da Libéria admitiu estar enganada sobre Charles Taylor, tendo já apresentado desculpas
A câmara baixa do parlamento na Libéria vai discutir esta terça-feira como proceder em relação ao relatório da Comissão da Verdade recomendando que a Presidente Ellen Johnson Sirleaf seja banida de qualquer cargo público por 30 anos.

A Comissão da Verdade e Reconciliação na Libéria exigiu a suspensão da presidente Ellen Johnson Sirleaf, uma decisão que o porta-voz da chefe de estado já classificou de surpreendente.

A Comissão sugeriu que Sirleaf e dezenas de outros líderes políticos liberianos sejam impedidos de governar durante um período de 30 anos, responsabilizando-os parcialmente, por associação, pela série de guerras civis que assolaram o país depois de 1989.

Este pedido ocorre depois de Ellen Johnson Sirleaf ter admitido que apoiou o antigo senhor de guerra, Charles Taylor, há 20 anos, sobre quem disse ter estado enganada, tendo já apresentado desculpas.

As recomendações da Comissão têm apenas valor consultivo mas poderão tornar-se lei, caso o parlamento, actualmente nas mão da oposição, as decida adoptar.

Analistas sugerem que este relatório da Comissão da Verdade poderá deixar a primeira mulher presidente eleita em África em sérias dificuldades.

Sir Ellen Johnson Sirleaf encontrava-se na Líbia, a participar na cimeira da União Africana quando o relatório foi dado a conhecer, na semana passada.

O porta-voz de Sirleaf disse à BBC que a presidente ainda se encontrava a lêr o documento e que iria emitir uma reacção em breve.

Cyrus Badio afirmou que a presidente ainda estava a ler o relatório e só irá comentar sobre se irá ou não cooperar com a Comissão depois de ter digerido o conteúdo e as recomendações do documento. Sublinhou contudo que se tratam apenas de recomendações.

A Comissão da Verdade foi instaurada há quatro anos para promover a paz, segurança, unidade e reconciliação nacionais, através da investigação de duas décadas de guerra civil na Libéria, que deixaram 250 mil mortos e o país em ruínas.

Charles Taylor, que foi detido depois da emissão de um mandado internacional, está actualmente a ser julgado por crimes de guerra no Tribunal Internacional de Haia.

 
 
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