|
Cabo Verde discute revisão constitucional
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Cabo Verde o dossier da revisão constitucional encontra-se de novo na ordem do dia.
Depois de ter sido acusado, na semana passada, pelo PAICV de inviabilizar tal iniciativa, agora é o MpD a apontar o dedo ao seu rival no mesmo sentido. Isto numa altura em que o presidente do parlamento, Aristides Lima, procura fazer com que os dois partidos voltem a sentar-se em torno de uma mesa para levarem avante a referida revisão. O MpD, maior partido da oposição em Cabo Verde, diz-se a favor da revisão da Constituição da República desde que isso signifique uma efectiva melhoria dessa lei. Interferência
Segundo o deputado Mário Silva, um dos propósitos do seu partido é acabar com a interferência politica no sector da justiça, algo que o PAICV prefere ser contra, daí entender que não vale a pena continuar a negociar com o partido governamental. “O PAICV quer controlar o poder judicial através de políticos designados pelo Presidente da República e pelo Parlamento. Quer manter o supremo tribunal de justiça sob vigilância política do Presidente da República.” “Quer que o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial seja um juiz comprometido com o sistema partidário através da sua eleição pela Assembleia Nacional”, declarou. “Finalmente quer marginalizar a Assembleia Nacional no procedimento de nomeação do Procurador-geral da república e, deixar o governo e o Presidente da República, de mãos livres para escolher alguém que tenha a magistratura do ministério público sob o absoluto controlo político”, concluiu. Braço-de-ferro Preocupado com a situação criada com o braço de ferro entre o MpD e o PAICV, o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde decidiu jogar a sua influência junto dos responsáveis das duas bancadas no sentido de levá-los a reconsiderar as respectivas posições. “Compartilhei as minhas preocupações com os líderes parlamentares e também com o presidente da comissão eventual de revisão.” “Estou relativamente optimista em que o processo irá para frente. Há uma disponibilidade das pessoas em colocarem os interesses do país acima dos interesses particulares”, referiu Aristides Lima, o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde. Está agendada para 20 de Julho uma sessão especial parlamentar para tratar da revisão da lei magna cabo-verdiana. Por isso, caso não houver até essa data um entendimento entre os dois maiores partidos com assento parlamentar em Cabo Verde,
tudo poderá ir por água abaixo. |
LINKS LOCAIS
Bancos líbios vão abrir em Cabo Verde24 Junho, 2009 | Notícias
Gripe A: Cabo Verde cria gabinete de crise 29 Junho, 2009 | Notícias
Três casos de gripe A em Cabo Verde23 Junho, 2009 | Notícias
Preservar memória do Tarrafal e outros tarrafais18 Maio, 2009 | Notícias
Nota positiva do FMI às finanças de Cabo Verde15 Abril, 2009 | Notícias
TACV 'tecnicamente falida mas ainda tem futuro'.13 Abril, 2009 | Notícias
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||