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Descoberto haxixe na costa moçambicana
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Em Moçambique significativas quantidades de droga deram nos últimos dias à costa no sul do país.
O facto foi confirmado pelas autoridades policiais que afirmam estarem a investigar o assunto. Estudos especializados descreveram no passado recente Moçambique como um dos corredores preferenciais das redes do narcotráfico internacional. Segundo relatam “trata-se de um negócio ilícito multimilionário com um peso na economia nacional.” Embalagens
Os casos deram-se ao largo de Inhassoro, na província de Inhambane e mais recentemente em Chongoene, em Gaza, há cerca de trezentos quilómetros aqui de Maputo, e aonde foram encontradas dezenas de embalagens contendo haxixe. As quantidades não foram oficialmente avançadas mas há fontes que dizem fala de cerca de uma tonelada só num dos casos. Pedro Cossa, o porta-voz do Comando Geral da Polícia moçambicana defendeu a existência de " várias correntes". "Umas querem sustentar que se calhar seja algo relacionado com um caso de Paquistaneses - cuja embarcação naufragou há alguns anos, pondo a descoberto a droga que transportavam outros acham que terá a ver com um naufrágio recente”, explicou. Investigações
“O estranho nos últimos tempos todavia é que haxixe está a ser encontrado em Chongone - mais a sul e a polícia está neste momento a investigar para determinar se terá havido um descarregamento da droga para terra firme através de embarcações de pesca". Segundo Pedro Cossa trata-se de “uma de entre várias questões que para já ainda não têm resposta.” Um sucessão de acontecimentos na última década e meia todavia sugere que esta poderá ser mais uma prova do estatuto de plataforma giratória atribuído a Moçambique no contexto do narcotráfico internacional. Referimo-nos aqui a enormes quantidade de droga encontradas e apreendidas em várias pontos do país, a assassinatos ainda por esclarecer e até mesmo ao desmantelamento de uma fábrica de mandrax mesmo nos arredores de Maputo. Tráfico
A BBC falou com Marcelo Mosse, um dos autores de um estudo que há anos escalpelizou a questão do tráfico de drogas, o director executivo do Centro de Integridade Pública. "Moçambique era e acho que continua a ser um rota de tráfico proveniente da Ásia e do Brasil com destino para a África do Sul e Europa". Mosse fala ainda de redes que "envolvem comerciantes asiáticos e moçambicanos, que têm mesmo a protecção de elementos com poder no estado." Quanto aos mais recentes desenvolvimentos, Marcelo Mosse considera-os de "preocupantes e mostra que o Estado ainda não capacitou as instituições que têm por missão fazer controlo nesta área." Aquele investigador recorda que o estudo de que foi co-autor chegou à conclusão, na altura que "a economia Moçambicana que depende um pouco da droga.” Segundo concluiu “grandes empreendimentos nas cidades e fortunas visíveis em muitas províncias baseadas no tráfico de drogas." |
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