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Sudão autoriza regresso de ONGs
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Representantes das Nações Unidas afirmam que quatro agências humanitárias que foram expulsas do Sudão receberam permissão
para voltar ao país.
O responsável pelas questões humanitárias da ONU, John Holmes, disse que a Care, Save the Children e a Mercy Corps vão retomar o seu trabalho em Darfur. Uma outra agência, Padco, vai recomeçar os seus projectos ao longo da fronteira entre o norte e o sul do Sudão. John Holmes disse ao Conselho de Segurança da ONU que depois de negociações, quatro agências foram autorizadas a voltar ao Sudão desde que enviassem novas equipas e operassem com novos nomes e novos logotipos. Holmes disse que a nova medida do governo sudanês abre caminho a outras agências: "O que o governo disse é que não só as ONGs que já trabalhavam no Sudão como novas instituições são bem-vindas. Portanto penso que todas as organizações expulsas têm a possibilidade de regressar." Holmes disse que a decisão de procurar voltar a trabalhar no Sudão cabia a cada organização mas que todas tinham a oportunidade de o fazer. Operações humanitárias "Não sei se as ONGs vão aproveitar esta oportunidade ou não, cabe a cada instituição em particular decidir se quer voltar a trabalhar no país depois do que aconteceu e claro que podem ter que recrutar novos trabalhadores para o fazer." Em março, o Presidente Omar al-Bashir ordenou a expulsão do país de treze agências humanitárias estrangeiras. Esta medida aconteceu depois da decisão do Tribunal Penal Internacional o ter indiciado por acusações de crimes de guerra em Darfur. Cartum acusou os grupos humanitários de de providenciarem ao TPI informações sobre as alegadas atrocidades em Darfur. As Nações Unidas afirmam que seis anos de conflito mataram cerca de trezentas mil pessoas e causaram mais de dois milhões de desalojados. John Holmes disse que as explusões das agências não tinham justificação. Mas desde o indiciamento do TPI, o governo sudanês conseguiu melhorar a cooperação com a ONU. A operação humanitária em Darfur é uma das maiores do mundo e as expulsões desencadearam receios de um novo desastre humanitário. Mas há um mês, Holmes disse que a situação não se degradou tanto quanto o esperado e que em muitos casos, as necessidades tinham sido colmatadas pela ONU e pelo governo sudanês. |
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