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Obama prepara 'discurso histórico'
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O Presidente Barack Obama iniciou uma visita ao Médio Oriente para lançar novas bases para o diálogo entre os Estados Unidos
e o mundo islâmico.
À sua chegada na capital saudita, o canal árabe de televisão, Al Jazeera transmitiu uma gravação do líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, em que acusa o presidente norte-americano de estar a "lançar as sementes da discórdia". O Presidente Barack Obama desloca-se de seguida ao Egipto onde deverá proferir um discurso com o objectivo de redefinir as relações entre os Estados Unidos e o mundo Islâmico. Em entrevista á BBCparaAfrica Manuela Franco, especialista em questões da Ásia e Médio Oriente do Instituto Português de Relações Internacionais, disse que Obama quer transmitir a impressão de que tem uma maneira nova de olhar para os problemas do Médio Oriente. Nova abordagem
“A política americana prende-se com vários aspectos com maior ou menor grau de uso de força. Não há neste momento uma maneira de se avançar com uma política pré-desenhada” considerou Manuela Franco. Segundo acrescentou “existe uma política predefinida segundo a qual será possível minorar os impactos na zona caso se convença Israel a fazer cedências. "Essas cedências seriam muito difíceis de adoptar, do ponto de vista interno, e não produziriam automaticamente os resultados desejados do lado palestiniano”, considrou. Obama reuniu -se com o rei saudita Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, perto de Riad. Encontros Na quinta-feira, ele segue para o Egipto, onde se deve reunir com o presidente Hosni Mubarak, e realizar um aguardado discurso no qual se dirigirá ao público muçulmano. Também na quinta-feira, Obama vai visitar a Universidade do Cairo, onde deve fazer um aguardado discurso para o mundo islâmico. Esta é a primeira viagem de Obama ao Médio Oriente desde que ele tomou posse, em Janeiro deste ano. Antes disso, ele tinha feito apenas uma escala no Iraque, em Abril. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, no discurso no Egipto, Obama procurará demonstrar "que os Estados Unidos buscam um relacionamento diferente" com o mundo muçulmano, numa tentativa de isolar as alas mais radicais da sociedade islâmica. Durante a campanha à Presidência, Obama havia afirmado que, caso fosse eleito, faria um discurso aos muçulmanos na capital de um país islâmico. |
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