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Obama esperançado no Médio Oriente
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O Presidente Barack Obama acredita que os Estados Unidos da América podem ajudar a encarrilar as negociações de paz para o
Médio Oriente, apesar mesmo das diferenças com Israel em relação aos colonatos judeus que continuam a ser construídos na Cisjordânia
ocupada .
O Presidente Obama fez esta declaração na sua primeira entrevista à BBC desde que chegou à Casa Branca, em Janeiro. Ele inicia amanhã uma visita ao Médio Oriente. Numa conversa de 15 minutos na biblioteca da Casa Branca, Obama expressou um optimismo reservado em relação às perspectivas de progressos no sentido de uma nova ronda de negociações de paz para o Médio Oriente. O editor da BBC para a América do Norte, Justin Webb, disse ao presidente norte-americano que os seus esforços para persuadir o governo israelita de Benyamin Nethanyahu para interromper a construção de colonatos em territórios ocupados haviam já sido rejeitados. Barack Obama tem um ponto de vista mais relaxado. "Continuamos no início da conversa. Tive uma conversa com o Primeiro-Ministro Nethanyahu. Não acho que tenhamos visto uma série de gestos potenciais de outros estados árabes ou dos palestinianos que possam lidar com algumas das preocupações israelitas." Diplomacia Obama diz ser necessária paciência. Segundo ele, a diplomacia é algo muito complicado. Contudo, em relação ao Irão, ele disse que a sua paciência tinha limites.
Até ao fim deste ano, disse Obama, seria capaz de ver se os iranianos eram sérios quando se referiam a negociações sobre o seu programa nuclear. A visita do presidente norte-americano começa esta quarta-feira na Arábia Saudita e, na quinta-feira, no Cairo, a capital egípcia, onde Obama vai fazer um importante discurso ao mundo muçulmano. "A mensagem que espero transmitir é a de que a democracia, o estado de direito, a liberdade de expressão e de religião não são simplesmente princípios do Ocidente que devem ser impostos a outros países; tratam-se de princípios universais. O perigo é quando os EUA - ou qualquer outro país - pensam que podem impôr esses valores sobre outras nações, com uma história e cultura diferentes. Podemos é encorajá-los." Obama diz que, no seu discurso, vai pedir aos EUA e aos muçulmanos que se oiçam e aprendam uns com os outros. |
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