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Jean Ping assinala Dia de África em Angola
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O presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, está em Angola para assinalar o Dia de África.
É a primeira vez que um líder da União Africana celebra a data - alusiva à criação da Organização da União Africana em 1963 - fora da sede do bloco de 53 países em Adis Abeba. Ao lado de Jean Ping numa conferência em Luanda, o Ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, salientou as melhorias na resolução dos conflitos em África. "A conjuntura política actual no continente revela uma redução em número e intensidade dos conflitos o que nos impele a reforçar e aprofundar essa tendência." Mas Assunção dos Anjos acrescentou que apesar disso, a União Aficana e o continente continuavam a ter muitos desafios pela frente. Por sua vez, o Presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, exortou os delegados para que continuem a trabalhar por uma África unida. Os delegados incluíram ministros, diplomatas e representantes do grupo regional da África Austral, SADC. Crise financeira Um outro tema debatido na conferência, em Luanda, do Dia de África, foi o impacto da crise financeira mundial no continente e o que África deve fazer nos próximos dois anos. O economista Ricardo Gazel, representante do Banco Mundial em Angola, foi um dos interlocutores. Em declarações à repórter da BBC, Louise Redvers, Gazel desenhou um cenário pouco animador das perspectivas económicas do continente: "O impacto da crise financeira internacional vai ser devastador, esperávamos um crescimento de 6,4% e neste momento diminuiu para 2%. é uma redução de dois terços na expectativa do crescimento." Angola, cuja economia depende ainda muito essencialmente do petróleo, já reajustou o seu Orçamento Geral com mais cortes sobre as despesas públicas mas são necessárias outras medidas. "Para Angola a grande questão é a queda do preço do petróleo, o país está a reduzir a produção dentro dos acordos da OPEC e os preços dos diamantes também caíram bastante no mercado internacional." Ricardo Gazel salientou que o resultado é que Angola, que estava com um índice de crescimento acima dos 10% possivelmente vai ter um crescimento negativo este ano. O economista disse ainda à BBC que o governo já está a ajustar o orçamento com uma redução na área do investimento. |
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