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Última actualização: 07 Maio, 2009 - Publicado em 04:37 GMT
 
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Obama reitera unidade contra a al-Qaeda
 
Karzai, Obama e Zardari
Obama vai enviar mais efectivos militares norte-americanos para o Afeganistão e prestar mais apoio financeiro e militar ao Paquistão.
O presidente Barack Obama disse ter tido em Washington um dia de conversações "extraordinariamente construtivo" com os líderes do Afeganistão e do Paquistão, declarando que estes reafirmaram o seu empenhamento em confrontar milícias do Taliban e da al-Qaeda.

Obama considerou que os três países enfrentavam um objectivo comum - desmantelar e derrotar a al-Qaeda e os seus aliados.

O presidente norte-americano reiterou a necessidade de combater a insurgência fundamentalista com um programa positivo de crescimento, para que paquistaneses e afegãos possam ter a oportunidade de uma vida melhor.

O Afeganistão é agora a prioridade da política externa norte-americana; mas isso mexe com os delicados equilíbros no Paquistão onde proliferam, nas regiões montanhosas fronteiriças entre os dois países, operações dos fundamentalistas taliban.

Rumos

As áreas tribais continuam a albergar a central de comando da al-Qaeda, de que são notícia as baixas civis causadas por aviões operados por controlo remoto a partir de bases norte-americanas estabelecidas em território paquistanês.

A resposta do presidente Obama é compelir os dois países a tornar também sua a causa do combate anti-taliban. Na prática, isso implica o envio de mais efectivos militares norte-americanos para o Afeganistão e mais apoio financeiro e militar para o Paquistão.

 O caminho a seguir terá os seus precalços. Haverá mais violência e mais contratempos. Mas deixem-se ser claro: os Estados Unidos assumiram um compromisso duradouro para derrotar a Al-Qaeda.
 
Barack Obama, presidente norte-americano

"O caminho a seguir terá os seus precalços. Haverá mais violência e mais contratempos. Mas deixem-se ser claro: os Estados Unidos assumiram um compromisso duradouro para derrotar a Al-Qaeda mas também para apoiar os governos soberanos e democraticamente eleitos do Paquistão e do Afeganistão. Esse empenho não vai esmorecer e esse apoio será mantido", declarou.

Mas o presidente Zardari do Paquistão, viúvo da líder assassinada, Benazir Bhutto, quer ainda mais apoio financeiro dos Estados Unidos, e promete em troca não esmorecer no combate ao terrorismo.

"A democracia do Paquistão vai corresponder; os terroristas serão derrotados pela nossa luta comum. Eu e o meu amigo, o presidente Karzai do Afeganistão bem como os Estados Unidos, asseguramos o mundo de que vamos combater ombro a ombro contra este cancro e esta ameaça", assegurou.

Na quarta-feira o representante especial de Washington para o Paquistão e o Afeganistão, Richard Holbrooke confirmou o envio de reforços de sete mil efectivos das forças norte-americanas para o Paquistão

 
 
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