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Última actualização: 07 Maio, 2009 - Publicado em 19:05 GMT
 
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Grupo nega sabotagem de Hidroeléctrica
 

 
 
Barragem hidroeléctrica de Cahora Bassa
Grupo defende que o produto tem poderes curativos
Em Moçambique, parece ter-se instalado a confusão em torno do alegado caso de tentativa de sabotagem da Barragem Hidro Eléctrica de Cahora.

Notícias de que os quatro cidadãos estrangeiros teríam sido alegadamente encontrados na posse de material corrosivo e tóxico continuam a ser veiculados pelos média moçambicanos.

Mas há indicações de que eles pertencem afinal a um grupo que tem fins pacíficos.

O cidadão português Carlos Silva é um dos quatro indivíduos estrangeiros detidos.

Em declarações transmitidas nesta quarta-feira pela Televisão de Moçambique, Carlos Silva falou de intenções de "bom coração e com altruísmo".

Na altura, foi uma afirmação que deixou no ar muitas interrogações mas parece que afinal era uma referência aquilo que norteia as crenças e práticas de um grupo de guerreiros etéricos ou pacifistas.

Tal como chamou a atenção o semanário Savana, publicado em Maputo, trata-se do Orgonise Africa, que tem uma página na internet à qual acedemos.

Contexto

É um grupo que acredita que organite o produto atirado ao Zambeze, próximo da Barragem de Cahora Bassa, tem poderes curativos e outros especiais e que através dele é possível criar o paraíso na terra.

A deslocação do grupo a Moçambique é também mencionada na página da internet que contém um blog que relata a viagem até Tete, no centro do país, onde os seus integrantes estão agora detidos.

Os sinais são no sentido de que esta não terá necessariamente sido uma operação mantida em segredo pelos indivíduos ora detidos por suspeita de tentativa de sabotagem de um dos principais pilares da economia moçambicana.

No entanto, fontes citadas pelo matutino de maior circulação, Notícias, afirmam que pessoal especializado da barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa efectuou análises.

Os resultados indicam que o produto atirado ao Zambeze é "extremamente tóxico e nocivo".

Seja como for, o que resta agora é esperar pelas análises laborarotariais solicitadas pelas autoridades da capital moçambicana.

 
 
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