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Última actualização: 03 Abril, 2009 - Publicado em 19:31 GMT
 
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NATO: Obama pede mais tropas para o Afeganistão
 
Barack Obama e Nicolas Sarkozy
O Presidente francês manifestou o seu apoio incondicional à estratégia da nova administração americana.
O aumento do efectivo militar da NATO no Afeganistão será o tema dominante da cimeira da Aliança a decorrer entre a cidade francesa de Estrasburgo e a localidade de Kehl, na Alemanha.

Este encontro da NATO, que marca o 60° aniversário da organização, vai discutir ainda a normalização das relações com a Rússia.

A grande figura da Cimeira da NATO é o Presidente americano, Barack Obama que destacou a importância de um outro marco da cimeira, a reintegração da França no comando militar da organização.

"A premissa básica da NATO foi de que a segurança da Europa era a segurança dos Estados Unidos. E vice-versa.”

Segundo acrescentou “trata-se de um fundamento que constitui o pilar da política externa americana e foi preservado durante os últimos 60 anos. Hoje defendo vigorosamente que com a reintegração da França no comando militar da NATO, este princípio continuará assente".

Maior efectivo

 Aprovámos e apoiamos totalmente a estratégia americana no Afeganistão.
 
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy

Durante o encontro, o aumento do efectivo militar da Aliança no Afeganistão será o ponto dominante da agenda.

A proposta da Administração Obama defende um envio de mais 21 mil homens a juntar-se ao actual efectivo de 38 mil que combate os insurgentes em solo afegão.

A nova estratégia de Washington para o Afeganistão será apresentada aos líderes dos 28 países membros da aliança em Baden Baden na Alemanha.

O Presidente americano terá de convencer vários países europeus que defendem apenas o reforço da ajuda humanitária.

Rússia

Símbolo da NATO em escultura
Alguns países membros fizeram o seu pronunciamento em relação ao contributo militar

Outro tema debatido na cimeira será a normalização das relações entre a NATO e a Rússia.

A administração Obama pretende renovar urgentemente as relações com Moscovo depois destas terem arrefecido devido ao conflito na Geórgia.

A Rússia já autorizou o uso do seu território para a passagem de comboios para o abastecimento das forças da Aliança no Afeganistão depois do agravamento dos ataques Taleban à anterior rota no Paquistão.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy falando numa conferência de imprensa, em Estrasburgo, depois de conversações com Barack Obama, manifestou o seu apoio incondicional à estratégia da nova administração americana.

"Aprovámos e apoiamos totalmente a estratégia americana no Afeganistão. Quero reafirmar aos meus concidadãos franceses que o ataque a Nova Iorque poderia ter sido contra qualquer uma das capitais democráticas”, disse.

“O alvo dos ataques não foi apenas Nova Iorque mas a democracia. Por isso defendo a união dos democratas para que se faça frente aos extremistas, terroristas e fanáticos. É para isso que estamos aqui"concluíu o Presidente francês.

'Teste'

 A premissa básica da NATO foi de que a segurança da Europa era a segurança dos Estados Unidos. E vice-versa. Trata-se de um fundamento que constitui o pilar da política externa americana e foi preservado durante os últimos 60 anos. Hoje defendo vigorosamente que com a reintegração da França no comando militar da NATO, este princípio continuará assente.
 
Barack Obama

Observadores consideram que o sucesso da operação da NATO no Afeganistão será um teste ao poder e relevância da Aliança.

Em vésperas da Cimeira alguns países fizeram o seu pronunciamento em relação ao contributo militar.

A Espanha que já tinha cerca de 700 homens prometeu aumentar ligeiramente o efectivo com oficiais que deverão treinar as forças armadas do Afeganistão.

A Bélgica anunciou o envio de 55 militares a juntar-se à força de 500 homens que já lá estão. E deverá igualmente contribuir com dois aviões de ataque F-16 aumentando para seis o número de aparelhos. O país deverá duplicar igualmente a sua contribuição financeira para 14,5 milhões de dólares durante os próximos dois anos.

A cimeira da NATO deverá escolher o sucessor do actual secretário-geral Jaap de Hoop Scheffer.

 
 
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