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Cheias desalojam milhares em Angola
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Cerca de 25000 pessoas no sul de Angola perderam as suas casas devido a três semanas de fortes chuvas que cairam ininterruptamente.
As estradas foram cortadas, vilas e cidades ficaram isoladas e receia-se que haja um surto de cólera, enquanto continua a
chover.
O governo angolano está a responder às cheias na província de Cunene, no sul do país, distribuindo comida, medicamentos e cobertores a milhares de famílias que ficaram desalojadas. A Federação Internacional da Cruz Vermelha anunciou a atribuição de um fundo de 154 mil dólares para a missão de ajuda humanitária. O secretário geral da Cruz Vermelha angolana, Valter Quifica, diz que a situação é preocupante. Valter Quifica diz que a sua equipa está a trabalhar em conjunto com o ministério da saúde de Angola numa campanha de informação para prevenir um evenutal surto de cólera. A organização está já a distribuir redes mosquiteiras, comprimidos de purificação de água e sacos de rehidratação oral. A pior situação verifica-se no Cunene no sul do país, mas o responsável da Cruz vermelha angolana avisa que a situação pode piorar. Previsões Estima-se que cerca de 125 000 pessoas tenham sido afectadas pelas cheias na província do Cunene, que estão agora a ameaçar alstrar para o sul da Namíbia.
Choveu mais em Dezembro do que durante os últimos cinco meses naquela região e as previsões metereológicas apontam para mais chuvas nos próximos dias. Casa e gado foram levados pelas águas e muitas pessoas estão isoladas porque as cheias cortaram estradas e campos agrícolas. A Organização Mundial de Saúde distribuiu cinco toneladas de kits de cuidados de saúde e de água potável. |
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