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Última actualização: 06 Março, 2009 - Publicado às 17:39 GMT
 
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Escrever para a Internet
 
Teresa Lima, Aires Walter dos Santos, Marina Tadeu
Partilhar dúvidas é fundamental e enriquecedor

Além de transmitirmos via Rádio, produzimos para a Internet. Por isso, a ortografia também conta.

Muitas vezes, devido à oralidade da Rádio, descuramos a forma como escrevemos.

Mas pode acontecer que o mesmo texto usado para Rádio seja aproveitado para a página na Internet.

É o que frequentemente acontece na BBCparaÁfrica. Por isso, recomenda-se que os textos sejam sempre revistos com cuidado e que qualquer dúvida seja esclarecida ou pela consulta dos instrumentos habituais - dicionários, prontuários, o Google, etc. -, mas também os colegas.

Perguntar não ofende e, frequentemente, uma dúvida compartilhada com os colegas é uma oportunidade de troca de ideias e de esclarecimento que pode servir não só à pessoa que colocou a dúvida como aos outros que se dispõem a ajudá-la.

Escrever para a Web

Exactidão, rapidez e neutralidade são três factores essenciais na escrita para a web. Devemos ser exactos e dentro do possível verificar todas as cópias, sumários e títulos.

De preferência solicitar a uma segunda pessoa que verifique os textos.

Devemos ser justos e imparciais. Os nossos pontos de vista não devem influenciar a história.

Qualquer opinião deve ser claramente identificada (aspas, opiniões de correspondentes, etc.).

Um estilo novo para um Media novo

Internet

Ler num ecrã não é fácil (uma pesquisa indica que a leitura é 25% mais lenta).

Investigações nos Estados Unidos sugerem que muitas pessoas não lêem as páginas palavra por palavra.

Cerca de 80% meramente percorre a página – numa espécie de leitura em diagonal – apanhando aqui uma palavra ou uma frase, apanhando outra mais adiante.

As técnicas seguintes devem ser tidas em conta:

Listas – São mais fáceis de ler do que parágrafos de texto densos. Se na história há três pontos a destacar (por exemplo, objecções a um tratado de paz), use bolas pretas para os apresentar e depois explique mais pormenorizadamente.

Subtítulos – Usar subtítulos apelativos, com sentido, em vez de subtítulos pretensiosos.

Uma ideia por parágrafo – As primeiras palavras são fundamentais. As pessoas passarão por ideias adicionais se não forem "agarradas" pelas primeiras palavras.

Pirâmide invertida – Começar com a conclusão e ir esmiuçando a história. Os utilizadores da web procuram informação "instantânea" e decidem se vão mais longe depois das primeiras palavras. Os telemóveis apenas oferecem os primeiros parágrafos da história no visor – a informação chave deve estar lá.

Introdução: a regra dos 4

Pelas razões acima indicadas – e especialmente devido à influência dos telemóveis e dos organizadores pessoais precisamos de seguir as regras seguintes:

O máximo possível de informação vital deve estar contida nos quatro primeiros parágrafos.

Por exemplo, uma notícia sobre um incêndio fatal, no passado, podia não identificar o nome da cidade até ao quinto parágrafo.

Actualmente, o nome da cidade deve constar nos primeiros quatro parágrafos.

Acessibilidade

Todas as nossas histórias devem ser escritas de uma forma clara e acessível – escrevemos para uma audiência geral e global.

Não devemos assumir demasiado conhecimento.

A importância da história, a razão pela qual nos interessa, deve ser demonstrada o mais cedo possível, assim como o impacto sobre as pessoas comuns.

Em caso de uma fusão de grandes companhias, por exemplo, que impacto terá isso sobre o emprego? Haverá uma subida ou uma descida de preços para o cidadão comum?

De notar que algumas coisas referidas acima podem ser resolvidas com uma boa fotografia de 300 pixels: por exemplo, um grupo de refugiados, para ilustrar a necessidade de progresso numa história diplomática.

Refugiados

Títulos

Não tentar incluir demasiados pormenores num título.

Tente resumir a essência da história em quatro ou cinco palavras – e nunca em mais de duas linhas.

Mas, de preferência, no formato actual da BBCparaAfrica numa linha só.

Os títulos não devem incluir contracções, palavras longas, aspas duplas, ou pontos de exclamação.

Se um título tiver mais do que seis palavras, pense noutro.

Os títulos devem:

- Vender a história (mas o exagero pode provocar decepção)
- Evitar chavões/lugares comuns
- Evitar expressões obscuras ou demasiado codificadas

Os títulos mais codificados podem parecer interessantes quando acompanhados pelo sumário (teaser), mas podem não fazer qualquer sentido quando sozinhos – por exemplo, no caso de serem abertos num telemóvel.

Sumários (teasers)

Não repetir o título no sumário, porquanto os dois aparecem juntos em certas páginas.

Os sumários devem também ser apelativos. Não revelar demasiado – queremos que as pessoas leiam a história completa.

Uma frase é suficiente. Na BBCparaAfrica com os sumários não devem ter mais de três linhas.

O sumário não deve repetir o primeiro parágrafo. O sumário deve referir-se à história num sentido mais vasto e talvez mesmo limitar-se a aludir a outros elementos no interior da história. Use o presente.

Ele deve parecer intemporal e deixar a impressão de que se está perante notícias em desenvolvimento.

Na Rádio e na TV, por vezes temos que introduzir progressivamente, gentilmente, os ouvintes/espectadores numa história.

Na web, precisamos de entrar imediatamente na história. Procurar sempre usar o presente.

Exemplo: "O presidente do parlamento israelita, Avrham Burg, passa por momentos de embaraço ao anunciar a morte de um destacado político, na sequência de informações falsas".

Ou: “Dezenas de milhares de soldados da NATO estão a entrar no Kosovo no momento em que se inicia a missão para levar a paz à região”.

Não comece sempre uma história por: "O governo anunciou".

Prefira em contrapartida o que está a ser proposto e por que razão isso interessa.

Exemplo: "Novos impostos tornarão os ricos mais ricos e os pobres mais pobres, segundo um novo estudo do governo".

Ou: "A economia russa vai descontrolar-se, a menos que as reformas financeiras continuem, dizem fontes de instituições financeiras."

Não: "A Organização para Cooperação Económica e Desenvolvimento diz que a economia russa vai descontrolar-se a menos que as reformas financeiras continuem."

 
 
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