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Israel rejeita resolução da ONU para cessar-fogo
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O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, rejeitou a resolução da ONU para um cessar imediato e durável, em Gaza, considerando-a
"impraticável".
Ele disse que os disparos de rockets pelo Hamas demonstravam exactamente isso. Por seu lado, representantes do Hamas disseram que a resolução da ONU não respondia às exigências do povo palestiniano. Mas os observadores internacionais consideram que os líderes do Hamas e de Israel enfrentam agora decisões difíceis entre crescentes apelos internacionais para um cessar-fogo. Segurança
Embora Israel diga que as suas decisões são guiadas puramente pelas necessidades de segurança do país parece haver poucas dúvidas de que o tempo está a esgotar-se para a operação em Gaza. Com críticas crescentes por parte dos grupos de ajuda internacional e a aprovação da resolução da ONU, embora rejeitada por Israel e pelo Hamas, o tempo está a esgotar muito mais rapidamente. Neste momento, Israel está a enfrentar um dilema antigo, nomeadamente decidir até que ponto esta operação poderá enfraquecer seriamente a capacidade militar do Hamas ou o objectivo mais limitado de dissuadir ataques futuros contra território israelita. Entretanto, um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu-Zuhri, disse que eles não tinham sido consultados sobre a resolução. "A nossa posição é a seguinte: não estamos a preocupados com esta resolução porque o Hamas não foi consultado, apesar de ser uma parte relevante no terreno.” “Além disso, esta resolução não tem em conta os interesses do povo palestiniano, especialmente o de Gaza” disse o porta-voz do Hamas, Sami Abu-Zuhri. Escolhas difíceis
Os líderes do Hamas também enfrentam escolhas difíceis. Eles poderão sentir que a continuação dos disparos de rockets beneficia a sua imagem apenas entre os palestinianos e os muçulmanos. Mas eles também poderão querer pôr fins aos danos a Gaza e às suas infra-estruturas e evitar o que se poderá chamar de consequências imprevisíveis inerentes a hostilidades incessantes. Certamente, ambos os lados enfrentam agora a questão incómoda de saber o que significa uma vitória depois de tanta violência e, como nunca, eles parecem estar a descobrir que é mais fácil iniciar hostilidades militares do que encontrar uma saída estratégica aceitável. |
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