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Israel atacado com mísseis disparados do Líbano
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O governo libanês condenou o ataque com quatro mísseis disparados do sul do seu território contra o norte de Israel, que deixou
dois feridos. Um ministro libanês diz que o Hezbollah nega ter estado por detrás do ataque, o primeiro vindo do Líbano desde
o início da ofensiva israelita em Gaza, há treze dias.
Após o ataque, que atingiu a cidade israelita de Nahariya, o exército de Israel lançou um breve fogo de artilharia, atingindo os arredores das cidades libanesas de Dhaira e Tair Harfa, sem deixar vítimas. O exército libanês e tropas das forças de paz da ONU realizaram patrulhas para tentar identificar os autores dos disparos. Israel, pela voz do seu presidente Shimon Peres, já responsabilizou facções palestinianas no Líbano. Os ataques vindos do Líbano ocorreram após uma das noites de ataques mais intensas desde que o início da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, com 60 ataques aéreos contra alvos que, segundo o governo de Israel, incluem um depósito de armas do Hamas e túneis perto da fronteira com o Egipto, que estariam a ser usados para o contrabando de armas.
Depois de intensos bombardeamentos na Faixa de Gaza durante a noite de ontem, as forças israelitas voltaram a interromper as operações por três horas para permitir a entrada de bens essenciais no território. No Cairo, governantes israelitas continuam a discutir os pormenores do plano franco-egípcio com vista a uma trégua em Gaza. Acusações Israel acusou a frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, de estar por detrás do ataque, provocando esta resposta de um porta-voz do grupo, Anwar Raja: "Não assumo nem rejeito a responsabilidade, mas o que está a acontecer exige cautela e alerta e, ao mesmo tempo, a participação na luta usando todos os meios possíveis", disse o porta-voz da Frente Popular para a Libertação da Palestina- Comando Geral (FPLP-CG), com base no Líbano. O ataque a partir do sul do Líbano, embora limitado, levanta a questão de saber se Israel enfrenta agora a abertura de uma segunda frente. Por agora, pelo menos, a resposta parece ser negativa. Fontes oficiais israelitas estão a minimizar o ataque e a atribuí-lo a militantes palestinianos baseados no Líbano e não à mais imponente milícia xiita Hezzbollah.
Embora o governo israelita diga estar preparado para problemas na sua fronteira norte essa é uma situação que certamente não quer viver. Quem quer que esteja por detrás do ataque, é pouco provável que ele tivesse sido completamente ignorado pelo Hezzbollah, tendo em conta a sua implantação no sul do Líbano. Mas tanto o Hezzbollah como os seus apoiantes iranianos têm razões para ser cautelosos relativamente a um envolvimento demasiadamente directo. Apesar de ambos verem uma oportunidade no conflito de Gaza para reforçar a sua posição junto da opinião pública muçulmana, até agora limitaram-se a uma retórirca de apoio ao seu aliado Hamas. Isto talvez porque o Hezzbollah, em particular, está ansioso por não fazer nada que o possa desviar da sua tarefa principal neste momento, que é consolidar o seu poder no Líbbano. Mas o incidente é uma chamada de atenção para as consequências imprevisíveis da continuação do conflito em Gaza e das forças regionais em jogo no conflito actual. Alerta máximo O primeiro-ministro Fouad Siniora condenou o ataque a Israel, mas também criticou a retaliação israelita. Siniora disse que se Israel atacar alvos no sul do Líbano, o governo entenderá esse gesto como um ataque a todo o Líbano. Como medida de segurança, o sul do país foi colocado em alerta máximo. Várias escolas tiveram suas aulas canceladas, e há notícias de que moradores que vivem nas cidades ao longo da fronteira já estariam a deixar as suas casas e a rumar para o norte. O Exército libanês enviou um grande número de tropas para o sul do Líbano e aumentou suas patrulhas na região. O comandante das tropas de paz da ONU no sul do Líbano, general Claudio Graziano, pediu que calma a Israel e aos libaneses. As tropas de paz aumentaram as patrulhas ao longo da fronteira para evitar novos incidentes. Em 2006, Israel e o Hezbollah lutaram um violento conflito que matou 1,200 libaneses - na sua maioria civis - e 160 israelitas - maioritarianente militares. |
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