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Crime violento está de regresso a Maputo
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Depois de uma relativa acalmia durante a quadra festiva, o crime violento parece estar de volta a Maputo. Na segunda-feira
à noite um carrro-patrulha da polícia foi atacado por homens armados, num caso ainda por esclarecer.
O incidente deu-se no conhecido Bairro da Coop, na capital moçambicana. Embora haja quem diga que a patrulha da polícia realizava uma operação de rotina, há também notícias que dão conta de que a mesma ter-se-ía feito ao local em resposta a uma suposta denúncia sobre a presença ali de alegados assaltantes. Pedro Cossa, o porta-voz do Comando Geral da Polícia de Moçambique, disse à BBC que os indivíduos terão tentado atacar o carro-patrulha. "Isso resultou numa troca de tiros e dois dos nossos agentes tiveram ferimentos," disse. As autoridades policiais afirmam entretanto que a viatura assim como duas armas do tipo AK-47, aparentemente usadas pelos atacantes, terão já sido encontradas pela polícia nos arredores da capital moçambicana. Infiltrações Em Maputo, e para alarme geral dos seus residentes, têm sido, nos últimos tempos, cada vez mais frequentes, ataques contra membros das forças da lei e da ordem e até mesmo visando esquadras da polícia. Este facto é atribuído, em alguns casos, a ajustes de contas típicos, segundo entendidos, de uma corporação cuja cúpula já reconheceu estar infiltrada por elementos ligados ao crime organizado. Contudo, há também sinais de que, em determinadas situações, tratam-se de bandos criminosos em busca de armamento - a par de tentativas de demonstração de força. Enquanto isso, os próximos dias poderão tornar-se ainda mais difíceis para Maputo, caso se mantenha a greve que está a ser observada pelos trabalhadores de uma empresa de segurança, a OMEGA, que oferece serviços de protecção a interesses sócio-económicos na capital e não só. Um dos grevistas reclamou de "problemas que nos afligem há mais de 10 anos". Ele referiu salários abaixo do mínimo estipulado pelo governo, condições de alojamento precárias e férias; disse-me que um colega seu está sem férias há 10 anos. "A direcção não está a tratar disto com boas mãos e só hoje vão enviar uma carta ao Ministério do Trabalho. Vamos vêr o que acontece amanhã," rematou. |
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