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NATO vai retomar negociações com a Rússia
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Os Ministros dos negócios Estrangeiros da NATO concordaram em reatar as negociações com a Rússia que tinham sido interrompidas
em Agosto com o início da invasão de Moscovo a Geórgia.
A NATO concordou igualmente em acelerar os passos para apoiar a Geórgia e a Ucrânia na preparação do processo de inclusão dos dois países como membros da Aliança. Trata-se do regresso da Rússia para a agenda da NATO no que por um lado constitui preocupação para uns membros e divide outros países membros. Diante de insistências de alguns ministros da NATO que defendem ser impossível recuperar os anteriores laços com Moscovo foi solicitada uma intervenção do Secretário-geral da NATO, Jaap de Hoof Scheffe para que trabalhasse no aprofundamento do carácter dos contactos políticos possíveis com a Rússia. Relacionamento gradual
O Secretário-geral da NATO, Jaap de Hoof Scheffe descreveu o processo de recuperação do diálogo com a Rússia de condicional e garantiu que este estará assente num relacionamento gradual. Depois de ter participado na sua última cimeira ministerial da NATO, a Secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice disse que a grande questão não era isolar a Rússia. Condoleeza Rice lembrou que depois da Guerra-fria a NATO tinha relações fortes com Moscovo "a ideia que aqui prevalece é que numa Europa íntegra, livre e pacífica há sempre lugar reservado para a Rússia." Segundo acrescentou "É necessário que tal relacionamento seja sustentado por um entendimento comum de que o século 19 tinha chegado ao fim." Cooperação
Rice concluíu que no momento a questão não era mais a "concorrência, conflito ou domínio mas pelo contrário de cooperação numa plataforma onde qualquer ameaça ao vizinho, mesmo que tenha sido integrante da União Soviética se equipare a um confronto ao sistema internacional." A Geórgia e a Ucrânia, os dois dos vizinhos da Rússia estão na fila de países que desejam laços estratégicos mais estreitos e eventual uma adesão à Aliança. Mas haverá ainda muito trabalho por fazer e a NATO fez questão de reactivar os debates internos para decidir se avança com
o auxílio necessário para que os dois governos acelerem o processo de reformas internas para realizar as suas aspirações de
integração da NATO. |
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NATO discute relações com Geórgia e Ucrânia02 Dezembro, 2008 | Notícias
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