20 Novembro, 2008 - Publicado em 13:52 GMT
Os mercados europeus e asiáticos registaram fortes quedas esta quinta-feira, por meio de novos temores de uma recessão mundial.
A queda nos mercados mundiais começou na quarta-feira, quando o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, atingiu o seu menor nível em cinco anos.
Esta quinta, o FTSE, de Londres, abriu em queda de mais de 2%.
Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 6,8%. Em Hong Kong, os mercados tiveram uma queda de 5,5% no encerramento.
'Nova Turbulência'
Dados divulgados esta quinta-feira mostram que as exportações do Japão para a Ásia caíram em Outubro pela primeira vez desde 2002.
A nova turbulência nos mercados começou ontem, depois do banco central americano, Federal Reserve ter reduzido as previsões de crescimento da economia do país.
A congressista americana, Maxine Waters, ligada aos serviços financeiros disse que embora o corte nas taxas de juro possa ajudar, isto representa apenas uma das soluções necessárias para lidar com o desacelerar da economia.
"Nada acontece do dia para a noite. Numa situação como esta, muitas pessoas não vão ter o dinheiro que desejariam para comprar aquilo que necessitam. Vai haver também despedimentos. Muitas pessoas vão ser atingidas. "
Recessão
A congressista americana diria ainda que para colocar a economia novamente nos carris vai ser preciso uma combinação de apertar o cinto e trabalho árduo.
Segundo o Banco Federal de Reserva dos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto americano pode estagnar ou crescer a um ritmo insignificante este ano. E em 2009, pode haver retracção da economia.
Para o banco central americano, o crescimento só deve voltar em 2010. O banco pensa cortar ainda mais a taxa de juros, se necessário.
Os mercados financeiros vêm sofrendo fortes perdas desde o ano passado, quando uma crise no mercado de hipotecas de alto risco dos Estados Unidos afectou as bolsas de diversos países.
Nos últimos meses, a crise financeira passou para a economia real, com notícias de recessão no Japão, em diversos países da
Europa e forte desaceleração nos Estados Unidos.