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Última actualização: 19 Novembro, 2008 - Publicado em 01:18 GMT
 
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Eleições autárquicas em Moçambique
 

 
 
Eleitores moçambicanos
Votação pode ser um barómetro importante para próximas eleições
Esta quarta-feira têm lugar as terceiras eleições autárquicas na história do país.

São ao todo mais de uma centena de candidatos à Presidência de 43 autarquias e milhares de concorrentes aos assentos das Assembleias Municipais.

O número de potenciais eleitores é de 2,7 milhões. As autoridades decretaram tolerância de ponto para o dia de hoje.

É uma votação que poderá ser um barómetro importante relativamente às eleições provincias e gerais do próximo ano.

Os portões dos locais convertidos em Assembleias de Voto, sobretudo escolas, abrem às 7 horas.

Se tudo correr conforme o previsto, os eleitores têm até às 18 horas desta Quarta-feira para colocarem um X ou a sua impressão digital ao lado do candidato e partido concorrente da sua escolha.

Depois é só depositarem os respectivos boletins de voto nas urnas, que à partida já se encontram nos locais de votação desde a véspera.

Lucas José do Secretariado Técnico da Admnistração Eleitoral diz que "assim que termine a votação a contagem tem início imediatamente. Serão 3.125 mesas de voto e estarão envolvidos cerca de 15 mil membros das mesas de voto."

Municípios

Das 43 vilas e cidades em disputa apenas a Frelimo e a Renamo concorrem à Presidência e Assembleia Municipal de cada uma delas.

O maior município é o de Maputo, cuja Assembleia comporta 67 assentos.

Aqui estão contabilizados mais de 650 mil potenciais eleitores, bastante acima dos cerca de 7 mil cidadãos com direito a voto oficialmente registados na nova autarquia de Gorongosa, na região centro de Moçambique.

Mas o estatuto de Maputo vai obviamente para além da estatística, dado o valor político que a capital do país naturalmente representa.

Se bem que a partir de um outro prisma, é apenas talvez equiparável ao peso estratégico da afluente Matola, mesmo ao lado de Maputo e tida como a capital industrial de Moçambique.

Isto para não falar da apetecida cidade da Beira, conotada ao longo dos anos com a oposição.

O número de candidatos indica aliás que estes são os municípios mais concorridos nestas eleições, restando agora saber até que ponto que este dado irá reflectir-se nos resultados finais.

Outro pormenor tem a ver com o género: das mais de cem candidaturas à Presidência dos municípios, apenas oito são de mulheres – isto num país em que mais de 50% da população é do sexo feminino.

A Frelimo detém a Presidência de um total de 28 municípios contra cinco pela Renamo, um deles entretanto com a Assembleia Municipal dominada pelo partido no poder.

As restantes dez autarquias vão a votos pela primeira vez. Posto isto vem a questão: o que se pode esperar destas eleições?

Miguel de Brito, Director residente em Moçambique do Instituto Eleitoral para a África Austral diz que "os eleitores já tiveram dez anos de experiência de governação municipal, sabem o que é a boa e má governação."

Miguel de Brito acrescenta que os eleitores são mais perspicazes e um pouco mais exigentes.

O Director do Instituto Eleitoral para a África Austral diz também que por outro lado estas eleições são interessantes porque pelo menos em alguns municípios há um uma verdadeira competição política com resultados que estão em aberto.

 
 
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