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Última actualização: 19 Novembro, 2008 - Publicado em 14:35 GMT
 
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Rebeldes de Nkunda retiram de Goma
 
Guerrilheiros no Congo
Rebeldes dizem ter recuado 40 quilómetros
Os rebeldes congoleses recuaram das posições no território por eles ocupado na semana passada, em Goma, no nordeste da República Democrática do Congo.

Testemunhas dizem que os rebeldes liderados pelo General Laurent Nkunda tinham retirado duas posições em concordância com o acordo que teve a intervenção do enviado das Nações Unidas, Olusegun Obasanjo, e a seguir a uma promessa avançada na Terça-feira.

O porta-voz dos rebeldes disse que as forças tinham recuado 40 quilómetros.

Entretanto, grupos comunitários no leste da República Democrática do Congo fizeram um apelo para que os ajudem a fazer face à guerra que assola a região.

Denúncias

 Os capacetes azuis no terreno estão a testemunhar atrocidades e não têm poderes para intervir.
 
Carta dos grupos comunitários no leste da República Democrática do Congo

Os grupos disseram que a Força da ONU de Manutenção da Paz não tem poderes, pelo que são urgentemente necessárias tropas europeias. O pedido de ajuda foi feito numa carta endereçada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e a todos os líderes do mundo.

Por causa da guerra, a generalidade da população congolesa raramente manifesta a sua opinião.

Mas esta carta, assinada por 44 grupos comunitários - de organizações femininas a congregações religiosas - é o que mais se aproxima de um autêntico apelo popular.

O pedido ao mundo diz que os rebeldes comandados por Laurent Nkunda andam de porta em porta a forçar crianças a irem para a linha da frente dos combates e que o exército governamental está a matar, a pilhar e a violar mulheres ao mesmo tempo que escapa do avanço dos rebeldes.

Preocupação

A carta dos grupos comunitários congoleses refere que "estamos preocupados, amedrontados e totalmente traumatizados. Não sabemos a que santo rezar."

E, por isso, decidiram orar para uma intervenção do Conselho de Segurança da ONU pelo facto de considerarem que "os capacetes azuis no terreno estão a testemunhar atrocidades e não têm poderes para intervir.”

Grupo congolês pede envio de um contingente militar da UE e o reforço dos soldados da ONU

“Já não confiamos neles para proteger a população. É absolutamente óbvio que necessitamos rapidamente de tropas capazes e efectivas," acrescenta a carta.

É, a seguir, solicitado o envio imediato de um contingente militar da União Europeia e o reforço do mandato e do número de soldados das Nações Unidas já no terreno.

Nas últimas semanas cerca de 250 mil congoleses abandonaram as suas áreas de residência para escapar a um fulminante avanço rebelde contra um exército governamental incapaz de os travar.

Um correspondente da BBC no terreno diz que, o que quer que aconteça na linha da frente, é extremamente improvável que os rebeldes congoleses comprometam os seus objectivos políticos ou debilitem voluntariamente a generalidade das suas posições militares.

 
 
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