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Ofensivas militar e diplomática da RDC
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Registaram-se, durante o fim-de-semana, pesados confrontos no leste da República Democrática do Congo entre tropas governamentais
e forças leais ao general dissidente Laurent Nkunda.
Estes confrontos tiveram lugar apesar dos esforços diplomáticos do enviado especial da ONU, o antigo presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, que esteve esta segunda-feira na capital queniana para negociações sobre o conflito na região leste do Congo. Na semana passada Obasanjo esteve em Luanda, em Kinshasa, em Kigali e no quartel-general dos rebeldes congoleses e esta terça-feira deverá regressar ao Rwanda.
Obasanjo manteve conversações em Nairobi com o Presidente Mwai Kibaki, um dia depois das suas primeiras negociações directas com o líder rebelde congolês, Laurent Nkunda. Em declarações à imprensa, Obasanjo descreveu a atmosfera das negociações como tendo sido cordial. Disse também que Nkunda se queria encontrar com representantes do governo congolês sem quaisquer pré-condições, para discutir questões políticas, económicas e de segurança. Interlocutor O ex-presidente nigeriano afirmou que confiava em Nkunda como seu interlocutor para a paz. "Se vou negociar com um homem e lhe digo que não confio nele, ele não tem motivos para acreditar em mim. Trabalho sempre na base da confiança. Mas se me mentem uma vez, o mentiroso deve sentir-se envergonhado. Se me mentem duas vezes, pior ainda porque deviam ter aprendido a lição da primeira vez. Mas se me mentem três vezes então sou completamente estúpido."
Obasanjo depois elogiu Laurent Nkunda, considerando-o um homem sensato que sabe que coisas são possíveis, que coisas são prováveis e até que ponto as coisas podem ser conseguidas. Por sua parte, o General Nkunda revelou que acertara com Olusegun Obasanjo a observância de um cessar-fogo, desde que o exército congolês também interrompesse os combates. "Uma das três coisas que concordámos foi o cessar-fogo. Pedimos-lhe que passasse a mensagem aos nossos opositores para que eles também observem a trégua. Não podemos fazer um cessar-fogo unilateral. Obasanjo pediu-nos que abríssemos um corredor humanitário - estamos prontos a fazê-lo. E pediu-nos que continuemos a apoiar o processo, e concordámos." Nkunda disse também que tinha muita esperança na mediação de Obasanjo, que a paz seria conseguida e que o sofrimento dos congoleses estava prestes a chegar ao fim. |
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