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Começou em STP julgamento do escândalo CGA
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O tribunal de primeira instância que está a julgar o maior escândalo financeiro em São Tomé e Princípe - o caso dos fundos
da GGA, o Gabinete de Gestão das Ajudas Externas - começou a ouvir esta quinta-feira altas figuras politicas do arquipélago.
Intimados pelo tribunal da primeira instância compareceram na audiência para prestar esclarecimentos o antigo primeiro-ministro, Raul Bragança Neto, os ex-ministros do comércio, Arzemiro dos Prazeres, Arlindo de Carvalho e Hélder Paquete, e ainda o representante da CGI, firma pertencente a Fradique de Menezes.
Arzemiro dos Prazeres, conhecido por “Bano”, que entre 2002 e 2003 tutelou o GGA, foi o primeiro a comparecer diante do colectivo dos juízes. O deputado, que não esperou pelo levantamento de imunidade por parte da assembleia nacional, deixou claro que assume todas as responsabilidades enquanto ministro e por isso está de consciência tranquila. “Eu sou responsável pelos actos que mandei executar enquanto ministro de tutela”, precisou o ex-ministro do comércio. As declarações de Arzemiro dos Prazeres não deixaram dúvidas ao colectivo dos juízes quanto às inúmeras ilegalidades que envolveram todo o caso do GGA donde foram desviados biliões de dobras provenientes das ajudas externas do Japão. Figuras políticas ausentes Mas para Arzemiro dos Prazeres, numa clara justificação, tais ilegalidades que existiam são de natureza institucional porque, acrescentou “Bano”, no ministério do comércio, indústria e turismo que tutelou durante os quinze meses não havia recursos do OGE, Orçamento Geral do Estado. "As despesas deste ministério durante sete meses foram custeadas pelo GGA, todas as despesas institucionais”, concluiu. No leque de altas figuras políticas do país notificadas pelo tribunal de primeira instância não compareceram a esta sessão de julgamento os antigos primeiros-ministros Armindo Vaz d’Almeida e Maria das Neves, o ex-ministro do comércio, Júlio Silva, e Carlos Gustavo dos Anjos, embaixador de São Tomé e Princípe na Bélgica, todos por se encontrarem ausentes do pais. |
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