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09 Outubro, 2008 - Publicado em 04:47 GMT

Bancos centrais cortam taxas de juro

O Banco Central Europeu, a Reserva Federal dos Estados Unidos e mais três bancos centrais, o Banco do Canadá, o Riksbank da Suécia e o Banco Central da Suíça, uniram-se numa acção sem precedentes na história dos mercados financeiros.

Pela primeira vez, seis bancos cortaram em conjunto - e numa acção de emergência - as taxas de juro em 0,5%. O objectivo foi acalmar o pânico dos investidores e restabelecer a confiança nos mercados financeiros.

A medida seguiu-se à publicação de um relatório do Fundo Monetário Internacional, FMI, sobre as perspectivas económicas mundiais, que traça um cenário negro de forte abrandamento global.

Logo no início do documento, o FMI adverte que "a economia mundial está a entrar numa queda a pique na sequência do mais perigoso choque nos mercados financeiros desde os anos 30."

Recessão?

Depois de um crescimento de 5% em 2007, o mundo vai travar a fundo para 3,9% em 2008 e 3% em 2009, o ritmo mais lento desde 2002.

Para o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, esta crise, no entanto, não degenerou ainda em recessão.

"É contraproducente usarmos a palavra recessão quando a economia mundial está a crescer três por cento. Na definição básica, uma recessão pressupõe um crescimento negativo, que não é o caso. Três por cento é no entanto um número muito baixo para o crescimento mundial e no passado isto poderia ser definido como o limiar de uma recessão global", considerou.

Falências

Nos Estados Unidos o secretário do Tesouro, Henry Paulson, previu que alguns bancos iriam entrar em falência, apesar do seu plano de salvamento das instituições financeiras norte-americanas, de 700 mil milhões de dólares, ter sido aprovado pelo Congresso.

"Mesmo com a implementação das novas autoridades do Tesouro, algumas instituições financeiras vão fracassar", declarou.

Na Grã-Bretanha o Governo também tomou uma medida sem precedentes, anunciando um plano de 90 mil milhões de dólares para apoiar os principais bancos do país.

Na Nigéria, seis bancos decidiram injectar mais de cinco mil milhões de dólares na bolsa de valores de maneira a deterem uma queda abissal das cotações das acções.