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03 Outubro, 2008 - Publicado em 03:51 GMT

Palin e Biden debatem os EUA e o mundo

Foi realizado esta quinta-feira à noite na cidade norte-americana de St. Louis o primeiro e único debate entre os dois candidatos à vice-presidência dos Estados Unidos da América.

O debate colocou frente a frente a relativamente desconhecida Governadora do Alaska, a Republicana Sarah Palin, e o Democrata Joe Biden, que é Senador há 36 anos, tendo servido 6 mandatos.

A primeira parte do debate foi dedicada a questões sociais e económicas dos Estados Unidos.

Sarah Palin disse que o candidato presidencial Republicano, John McCain, havia previsto os problemas financeiros que afectam agora o país.

"Os seus colegas no Senado não o queriam ouvir e não quizeram aprovar as reformas necessárias. Acho que o alarme foi ouvido e que haverá muito mais cuidado graças aos esforços bipartidários de John McCain. Ele foi instrumental nos consensos alcançados durante esta semana."

Descompasso

Joe Biden contra-atacou dizendo que John McCain estava descompassado em relação à economia.

"Há duas semanas John McCain disse de manhã que a nossa economia era forte. Duas semanas antes ele disse que George Bush havia conseguido grandes progressos económicos. John McCain disse depois que a economia estava em crise. Isso mostra que ele está descompassado."

O Iraque, o Afeganistão e o Médio Oriente dominaram a segunda parte do debate.

Sarah Palin, ao contrário das expectativas iniciais, não cometeu quaisquer gaffes e usou a sua imagem de mulher conhecedora da classe operária norte-americana.

Durante a maior parte do debate falou, de forma fluente e simples, sobre a economia, as mudanças climáticas e a guerra no Iraque.

O seu rival, Joe Biden, concentrou os seus ataques em John McCain, e evitou quaisquer críticas directas a Sarah Palin.

Observadores dizem que o debate entre os dois candidatos à vice-presidência foi mais enérgico que o da semana passada entre Barack Obama e John McCain.

Mas, em eleições anteriores, o debate entre os candidatos à vice-presidência tiveram pouco impacto sobre o eleitorado norte-americano.