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Última actualização: 09 Outubro, 2008 - Publicado em 18:40 GMT
 
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Mundial 2010: Combate ao tráfico infantil
 

 
 
Crianças
Crianças africanas estarão sob maior protecção
Tendo em vista o Mundial de Futebol de 2010, a região da África Austral começou já a reunir esforços para a prevenção e combate ao tráfico de crianças durante o evento a ter lugar na África do Sul.

Uma uma rede regional de combate ao tráfico de crianças está reunida em Maputo para traçar um plano de acção. Estudos indicam que o fenómeno tende a agravar-ser em mais de noventa por cento, durante a realização de eventos do género.

Só em Moçambique estima-se que pelo menos um milhar de crianças e mulheres sejam todos anos traficadas para países vizinhos, em particular a África do Sul.

É um crime que, segundo relatórios de entidades especializadas nos Estados Unidos, por exemplo, rende às redes com ramificações internacionais que a ele se dedicam qualquer coisa como dez mil milhões de dólares americanos.

 Ao longo dos Mundiais os casos de tráfico de crianças sobem para mais de 90%
 
Micaela de Sousa

Risco aumenta com o Mundial

O tráfico de crianças e mulheres é um fenómeno que não tem cor, não tem religião, não tem fronteiras nem tem épocas. Pelo contrário, momentos como o Mundial de Futebol até o propiciam como alertou o encontro promovido em Maputo pela SANTAC; uma rede regional de combate ao tráfico de crianças.

“Temos lições quer na Alemanha, quer em Atenas, ao longo dos Mundiais os casos de tráfico de crianças sobem para mais de 90%", alertou Micaela de Sousa, da UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

"Se a África não começar uma campanha de sensibilização vamos ter problemas muito mais sérios na altura do Mundial de 2010".

"É nesse contexto que se juntam esforços, recursos humanos, financeiros e principalmente trabalhar não só com o sector público e a sociedade civil mas com as próprias crianças e comunidades”, defendeu.

Agenda comum

Por outras palavras, os países da região da África Austral estão uma vez mais perante uma agenda comum, como concede Sebastião de Carvalho, Coordenador da SITAC, coligação angolana para a área do abuso e tráfico de menores.

“Há dois anos começamos uma campanha de informação, sensibilização e formação. Tivemos este ano um workshop em que participaram a sociedade civil, igreja e Governo, tendo sido desenhada uma agenda comum".

"Até porque temos a Copa Africana das Nações de 2010 em Angola e temos que apresentar um plano para antes, durante e depois do evento, porque é nesta fase que os traficantes se aproveitam”.

 
 
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