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Moçambique apoia saúde infantil
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Mais de 3,5 milhões de crianças deverão ao longo dos próximos dias beneficiar da Semana Nacional de Saúde da Criança.
A iniciativa, já na segunda ronda é do Ministério da Saúde, inclui a vacinação contra o Sarampo, que em todo o mundo ainda mata mais de 700 000 crianças. Vai decorrer até 10 de Outubro e tem na mira contribuir para o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milénio. Trata-se em particular da redução em dois terços, até 2015, dos índices de mortalidade entre crianças abaixo dos cinco anos de idade. Martinho Dgege, do Ministério de Saúde, afirma que esta iniciativa "visa atingir as crianças dos 6 aos 59 meses de idade." Está previsto que esta campanha abranja 3, 5 milhões de crianças, a quem será ministrada a vacina contra o Sarampo, estando também previsto o suplemento de vitamina A a 2 milhões de crianças e 700 mil serão desparasitadas. Martinho Dgege acrescenta que esta é a segunda ronda. Em Março e Abril, 2,8 milhões de crianças receberam vitamina A, mais de 1,9 milhõs foram desparasitadas e mais de 2,5 milhões foram abrangidas pela triagem nutricional. Campanha de sucesso A Semana Nacional de Saúde da Criança está a decorrer em moldes e condições que à partida dão praticamente como garantido o seu sucesso. As autoridades não se resumem aos postos e centros de saúde e abrangem também creches, entre outros locais. A aderência no primeiro dia foi mesmo encorajadora. "É contra a paralisia e contra a cegueira", disse uma senhora. "É uma coisa rápida, em menos de um minuto recebem a vacina e gotas. É importante para a prevenção de doenças", afirmou uma outra mãe. E a propósito da vacinação contra o Sarampo, uma das causas de prevenção da mortalidade infantil, é de salientar o que as autoridades dizem ser um progresso substancial feito nos últimos tempos. Contudo, para que Moçambique possa ser declarado livre da doença é imperioso que os níveis de vacinação alcancem os 90%, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância. "Nós tivemos a primeira grande da campanha de vacinação em 2005 e desde então tem havido muitos poucos casos, houve uma redução drástica e quase não temos nenhum óbito.", afirma Martinho Dgege. "A nossa taxa cobertura ainda está abaixo dos 80%, o que significa que há crianças que não estão a ser vacinadas. Apelamos
aos pais e encarregados de educação que levem as suas crianças à vacinação." |
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